De local de um homicídio a fábrica de droga e ponto de encontro de toxicodependentes: primeiro andar de prédio no Cacém é uma verdadeira "casa dos horrores" - TVI

De local de um homicídio a fábrica de droga e ponto de encontro de toxicodependentes: primeiro andar de prédio no Cacém é uma verdadeira "casa dos horrores"

Problemas começaram quando o proprietário, um idoso, morreu, e a casa foi herdada por dois irmãos de costas voltadas

Os moradores de um prédio no Cacém, no concelho de Sintra, estão há vários meses a viver um autêntico pesadelo.

O primeiro andar do edifício era propriedade de um idoso e os problemas começaram quando morreu. O andar ficou para os dois filhos, que não mantinham uma boa relação.

Um dos filhos, toxicodependente, ficou a viver na habitação com a namorada. No entanto, após um desentendimento, a mulher acabou por esfaquear o cunhado – o outro filho do antigo proprietário - até à morte.

O irmão ainda vivo permaneceu a residir na casa, mas permitiu que o local se tornasse num ponto de encontro de toxicodependentes. Esse mesmo irmão morreu no início deste ano.

Sem alegados herdeiros, a casa ficou abandonada. Várias imagens captadas por moradores, a que a TVI teve acesso, mostram o interior da casa totalmente destruído. Há garrafas cheias de urina espalhadas pela habitação, colchoes no chão, restos de comida, vestígios de consumo de droga e um cheiro insuportável. A situação coloca em causa a saúde pública de todos os moradores.

A polícia tem sido presença quase constante no local e chegou mesmo a deter, nas últimas semanas, um narcotraficante que utilizava o local para fabricar heroína.

Sem um responsável legal pelo imóvel, sem herdeiros que assumam a propriedade e sem um processo de intervenção urgente, o andar continua vulnerável à ocupação e ao crime. Sem uma ordem judicial, não é possível emparedar a casa.

Os moradores já pediram a intervenção das entidades públicas. São várias as famílias que vivem neste pesadelo há vários meses. "Nunca sei se vou levar um tiro ou uma facada", diz uma moradora à TVI. 

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