Cadaval: suspeito de homicídio e profanação de cadáver fica em prisão preventiva - TVI

Cadaval: suspeito de homicídio e profanação de cadáver fica em prisão preventiva

  • Agência Lusa
  • PP
  • 6 mai 2023, 15:26
Polícia Judiciária já identificou corpo desmembrado encontrado no Cadaval

Tribunal de instrução criminal entendeu que existiam os perigos de "continuação da atividade criminosa, perigo de fuga e perigo de perturbação do inquérito"

O homem suspeito do homicídio de um cidadão de origem brasileira, cujo corpo desmembrado foi encontrado no Cadaval, ficou hoje em prisão preventiva após interrogatório judicial, disse à agência Lusa fonte ligada à Comarca de Lisboa Norte.

O suspeito, português de 52 anos, que tinha sido identificado e detido pela Polícia Judiciária (PJ) pelo homicídio de Valdene Mendes, de 47 anos, ficou em prisão preventiva após o tribunal de instrução criminal entender que existiam os perigos de "continuação da atividade criminosa, perigo de fuga e perigo de perturbação do inquérito (investigação), que preenchem os requisitos para a aplicação desta medida de coação mais gravosa.

O detido está indiciado pelo crime de homicídio qualificado e de profanação de cadáver.

Segundo a PJ, que dirige a investigação, "o crime ocorreu num contexto de conflito numa relação entre vítima e suspeito que veio a terminar na madrugada de dia 28 de abril de 2023, com a prática do crime de homicídio na residência que ambos partilhavam".

Após a prática do crime, indicou a PJ em comunicado, "o agressor levou a efeito diligências tendentes à profanação e ocultação do cadáver, localizado e recuperado em 02 e 03 de maio de 2023, em espaço rural da zona do Cadaval". O corpo foi encontrado dentro de um saco plástico, em Pero Moniz.

"Após a realização das diligências efetuadas até ao momento, que contaram com relevante colaboração dos serviços da Guarda Nacional Republicana, foi possível a identificação do cadáver da vítima, bem como a identificação do indivíduo suspeito da autoria dos crimes", mencionou a PJ, revelando que "a vítima veio a ser identificada pelas impressões digitais, através de perícia efetuada por peritos do Laboratório de Polícia Científica" da PJ.

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