“Os animais sentem o calor como nós”. Saiba como proteger o seu animal das altas temperaturas em casa e na rua - TVI

“Os animais sentem o calor como nós”. Saiba como proteger o seu animal das altas temperaturas em casa e na rua

  • CNN Portugal
  • ARC
  • 12 ago 2023, 18:00
Cão no verão (Getty Images)

Da hidratação em casa aos passeios na rua, passando por dicas para os vestir nos dias mais quentes, são vários os cuidados que os veterinários apontam para ajudar o seu animal a enfrentar melhor o calor.

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Cães, gatos, pássaros, hamsters. "Os animais domésticos sentem o calor como nós", garante a veterinária Daniela Moreira.

Não sabe como ajudá-los? A CNN Portugal falou com dois especialistas, que explicam os cuidados a ter com os animais quando os termómetros atingem temperaturas elevadas.

O que fazer em casa?

Certifique-se de que tem sempre água fresca

A água é muito importante para o seu animal. Ao contrário de nós, a maioria dos animais - como os cães e os gatos - não têm a "capacidade de suar", mantendo "a temperatura através da respiração", explica o veterinário Nuno Paixão, pelo que a água é essencial para eles.

Mas não chega dar-lhe água - há outros cuidados a ter. "A água deve ser fresca e mudada de forma regular", aconselha Daniela Moreira, a também diretora clínica da Animavet Daniela Moreira, apelando ainda à não exposição do líquido ao sol.

Atenção à ração

Com as temperaturas elevadas, a comida, principalmente a das aves e a dos hamsters, pode "degradar-se mais facilmente", explica Daniela Moreira. Por isso, a ração que vai sobrando no recipiente deve ser devidamente verificada antes de o seu animal voltar a alimentar-se, para não correr o risco de lhe fazer mal.

Mantenha-o fresco dentro de casa

Uma "boa ventilação" é um dos melhores aliados para manter os animais frescos e protegidos do calor dentro de casa, garante a diretora clínica da Animavet.

Assim, como sugere o veterinário Nuno Paixão, recorra a "ventoinhas e a janelas com corrente de ar" para o ar circular pela casa. E não se esqueça da temperatura amena, lembra Daniela Moreira.

Afaste-o do sol (a menos que ele não queira)

O seu animal deve estar protegido da exposição solar. Se tem um pássaro, por exemplo, a gaiola deve ser colocada estrategicamente, de modo a evitar que apanhe sol.

Porém, o médico veterinário Nuno Paixão alerta: "É importante que consigam deslocar-se por vontade própria". Se os animais estão ao sol e não se movem para um local com sombra é, como esclarece, porque "estão bem e confortáveis". Atenção, no entanto, a animais que sofram de patologias cuja exposição solar possa ser prejudicial.

E quando saem à rua?

Passeios só nas horas de menor calor

Evite levar o seu animal a passear nas horas de maior calor, entre as 11:00 e as 17:00 horas, aconselha Daniela Moreira. O ideal é levá-lo à rua de manhã, ao fim da tarde ou à noite.

E o seu animal estiver habituado a passeios nas horas mais críticas? A diretora clínica da Animavet aconselha: "Se já tiver essa rotina de passeio, deve assegurar-se de que é um passeio muito curto e deixar os mais prolongados para depois".

Verifique a temperatura do chão

Ponha a mão no chão durante cinco segundos e, se for tolerável para si, não há problema para o animal. Esta é a técnica da veterinária Daniela Moreira para evitar que o animal queime as patas quando sai à rua.

Os animais não têm proteção nas patas, pelo que Nuno Paixão, veterinário, sugere o uso de botas almofadadas específicas para que as patas fiquem protegidas das altas temperaturas.

Mantenha-o hidratado durante o passeio

Mesmo no momento de ir à rua, a água não pode faltar, por isso, apetreche-se de bebedouros portáteis ou até de cubos de gelo, diz Nuno Paixão. 

O veterinário aconselha-o também a deixar o animal nadar, se for o caso e se ele o souber fazer, alertando para a necessidade de o vigiar, de modo a evitar o afogamento.

Vista-o apenas se for para o refrescar

Vestir os animais não é recomendável com as temperaturas elevadas, diz Nuno Paixão. Para o médico veterinário, há apenas uma exceção: se o objetivo for refrescá-los, as roupas são bem-vindas.

"Hoje já há coletes refrigerantes no mercado", exemplifica, assegurando que estes mantêm o tórax fresco e ajudam, por isso, os animais a lidar melhor com o calor.  A trela, por sua vez, deve manter-se, enquanto o açaime adotado, se for o caso, deve ser de cesto, permitindo que o animal abra a boca e também que continue a beber água.

Não deixe o animal dentro do carro

O seu animal não deve ser deixado no interior de um veículo, nem mesmo se for por uns minutos. O clima dentro do carro pode ser prejudicial para ele, explica Nuno Paixão, já que, como consequência, provoca a subida da temperatura corporal.

A diretora clínica da Animavet alerta para danos graves, que podem levar à morte do animal.

Há ainda sinais de alerta aos quais deve estar atento este verão:

- Arfar muito intenso;
- Língua azulada e "em forma de concha";
- Incapacidade de andar;
- Desorientação;
- Desmaio;
- Vómito e diarreia.

Todos estes são sintomas de um "golpe de calor", como explica a veterinária Daniela Moreira. Em causa está "uma condição que se não for tratada atempadamente é mortal" e que acontece quando "a temperatura corporal do animal aumenta para os 40º/41º celsius e o corpo não consegue arrefecer".

Passeios prolongados nas horas de maior calor e permanecer no interior de um veículo, mesmo que por pouco tempo, podem levar ao "golpe de calor".

Se tal acontecer com o seu animal, dizem os especialistas, deve colocá-lo num ambiente fresco, molhá-lo até a temperatura descer. Se necessário, leve-o ao hospital.

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