O futebolista Diogo Viana publicou, esta quarta-feira, um longo comunicado nas redes sociais em que acusa o Anadia, que disputa o Campeonato de Portugal, de o ter despedido «sem justa causa».
O jogador ex-FC Porto e ex-Sp. Braga, que chegou ao clube do distrito de Aveiro no último verão, afirma que «a passagem não correu como desejava» e que pela primeira vez na carreira se sentiu «totalmente desrespeitado enquanto pessoa e profissional».
Diogo Viana alega que a rescisão do seu contrato foi decidida pelo presidente, Vítor Raposo, e pelo diretor desportivo, André Nogueira, «sem qualquer justificação para o efeito», e que por esse motivo decidiu «recorrer aos tribunais para a resolução da questão».
O defesa, de 35 anos, afirma que «nunca tinha vivido uma situação deste tipo, marcada pelo total desrespeito», e garante que já iniciou todos os passos legais para defender os seus direitos, contando com o apoio do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e, em particular, do seu presidente, Joaquim Evangelista.
Alguns minutos após a publicação feita pelo atleta, o Anadia respondeu, negando qualquer irregularidade e justificando a manifestação pública como um «direito de defender o seu bom nome».
«As decisões resultaram de avaliações técnicas e comportamentais», refere o clube, que afirma ter tentado soluções amigáveis, que «não foram aceites», antes de avançar para a rescisão.
O emblema bairradino relembrou ainda que «todas as partes envolvidas em contratos de trabalho estão vinculadas a cláusulas de confidencialidade».
O Anadia assegura que «o atleta foi informado previamente da intenção da SAD» e que «o processo foi conduzido com total rigor e respeito pelas normas aplicáveis», não existindo por isso «qualquer despedimento ilícito, apenas o exercício legítimo de direitos contratuais».
O clube critica ainda o momento escolhido por Diogo Viana para comunicar o caso, salientando que o pronunciamento surge «quatro semanas após a rescisão» e apresenta «uma impressionante convergência de inspiração» com o comunicado de outro ex-jogador do clube, Fábio Fortes, que a 17 de novembro veio a público denunciar que o clube, alegadamente, o despediu «sem qualquer justificação».
«Sem entrar em especulações, registamos apenas que certas manifestações públicas parecem surgir não no momento dos acontecimentos, mas no momento mais conveniente», pode ler-se na nota da direção do Anadia.
O clube, que ocupa o 13.º lugar na Série B do Campeonato de Portugal, termina sublinhando que «respeita o direito dos atletas de recorrerem às instâncias que entenderem adequadas e colaborará, como sempre, com total transparência, defendendo a verdade dos factos».