Três autoridades portuguesas, várias bases de dados e um país estrangeiro não tinham qualquer sinal de alerta sobre Abdul Bashir, o atacante do Centro Ismaili - TVI

Três autoridades portuguesas, várias bases de dados e um país estrangeiro não tinham qualquer sinal de alerta sobre Abdul Bashir, o atacante do Centro Ismaili

Abdul Bashir chegou a Portugal no âmbito de um acordo bilateral assinado entre Portugal e a Grécia para a transferência de refugiados

Relacionados

As autoridades portuguesas não detetaram quaisquer informações negativas sobre Abdul Bashir, o homem que matou duas pessoas no Centro Ismaili de Lisboa. A informação é avançada à CNN Portugal por fonte oficial do Governo. O Ministério da Administração Interna e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) não receberam qualquer informação negativa, refere a fonte, isto depois de o acolhimento do refugiado afegão ter sido validado pela Grécia - e, ainda antes de chegar a Portugal, pela Unidade de Coordenação Antiterrorismo portuguesa.

"Informo que no contexto do processo em causa foram feitas, da parte de Portugal, consultas de segurança através de bases de dados nacionais, europeias e da Interpol, por solicitação do SEF", refere comunicado do Ministério da Administração Interna.

Neste momento está em curso um processo de levantamento de dados sobre Abdul Bashir, depois de um pedido da Polícia Judiciária ao SEF.

Abdul Bashir chegou a Portugal no âmbito de um acordo bilateral assinado entre Portugal e a Grécia para a transferência de refugiados. 

O acordo em questão, assinado em março de 2019 pelo então ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, previa a chegada de 100 refugiados que se encontravam em campos de refugiados da Grécia, como era o caso de Abdul Bashir.

As fiscalizações feitas a todos os refugiados que vieram para Portugal ao abrigo desse acordo foram da responsabilidade inicial da Grécia, passando depois pela UCAT.

As autoridades trabalham agora de perto com a polícia para tentar fornecer o máximo de informação possível. Para já só foram pedidos levantamentos relativos ao atacante, que teria a seu cargo três filhos.

Ainda sobre o acordo, refere a página do Governo que "Eduardo Cabrita manifestou ao ministro da Política de Migrações, Dimitris Vitsas, a disponibilidade de Portugal para, em resposta ao pedido do governo grego, acolher até cerca de mil refugiados que se encontram na Grécia - o país europeu que registou, no ano passado, mais pedidos de asilo per capita". Segundo as autoridades o número de refugiados afegãos em Portugal andará na casa dos 500.

O processo é do conhecimento da Comissão Europeia e tem vindo a ser acompanhado pela Organização Internacional para as Migrações.

Continue a ler esta notícia

Relacionados