Certificados de aforro sobem em julho para 33.610 ME mas procura abrandou - TVI

Certificados de aforro sobem em julho para 33.610 ME mas procura abrandou

  • Agência Lusa
  • MM
  • 23 ago 2023, 14:37
Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) já começou a reembolsar os contribuintes. (Pexels)

O saldo dos certificados de aforro aumentou 390 milhões de euros em julho face ao mês anterior, sendo esta a subida mensal mais baixa desde agosto de 2022

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O valor aplicado em certificados de aforro (CA) voltou a aumentar em julho, totalizando 33.610 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados esta quarta-feira, mas o ritmo de subida abrandou.

De acordo com a mesma informação, o saldo dos certificados de aforro aumentou 390 milhões de euros em julho face ao mês anterior, sendo esta a subida mensal mais baixa desde agosto de 2022.

Já em junho, mês em que entrou em comercialização uma nova série de CA (a série 'F'), com uma taxa de juro menos atrativa de que a proporcionada pela anterior série 'E', a procura pelos certificados tinha abrandado, com o valor total aplicado neste produto de aforro a registar uma subida de 670 milhões de euros.

A subida das Euribor, indexante que integra a fórmula de cálculo da remuneração dos certificados de aforro, e a manutenção em níveis mínimos das taxas de juro dos tradicionais depósitos a prazo, levaram muitos particulares a aplicar parte das suas poupanças nestes títulos de dívida pública.

Esta subida foi particularmente sentida a partir do último trimestre do ano passado, altura em que o saldo dos CA então em comercialização (da série 'E') chegou a registar aumentos mensais superiores a dois mil milhões de euros. A maior subida mensal, registada em março de 2023, rondou mesmo os 3,5 mil milhões de euros.

Recorde-se que os CA desta série, cuja comercialização foi encerrada, oferecem uma taxa base bruta de até 3,5%, a que acresce um prémio de permanência.

Já a série de certificados de aforro em comercialização desde junho oferece uma taxa de juro base bruta que no máximo pode ir até aos 2,5%, acrescida de um prémio de permanência que nos últimos dois anos do prazo (14.º e 15.º anos) é de 1,75%.

A mesma informação estatística hoje divulgada revela, por outro lado, que a procura dos particulares pelos certificados do tesouro (CT) continua em queda.

Segundo os dados do BdP, o saldo dos CT era em julho de 12.079 milhões de euros, recuando face aos 12.296 milhões de euros registados no mês anterior.

Um ano antes, o montante aplicado em CT era de 17.192 milhões de euros.

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