André Ventura apela às "autoridades portuguesas" após Facebook ter restringido conta do Chega "durante dez anos" - TVI

André Ventura apela às "autoridades portuguesas" após Facebook ter restringido conta do Chega "durante dez anos"

Presidente do Chega, André Ventura (LUSA/Nuno Veiga)

Líder do partido fala num dos "maiores ataques à liberdade de expressão" de que um partido político português foi alvo

A conta de Facebook do partido Chega foi restringida durante dez anos por desrespeitar os padrões de comunidade da rede social. O partido de André Ventura fala numa "perseguição inqualificável" e num dos "maiores ataques à liberdade de expressão" a um partido político em Portugal.

“A tua conta está restringida durante 3649 dias. A atividade da tua conta desrespeitou os nossos Padrões de Comunidade. Portanto, não podes executar uma ou várias ações habituais”, escreveu a rede social de Mark Zuckerberg.

Apesar de não conseguir publicar fotografias, vídeos ou fazer directos, o partido consegue repartilhar conteúdos de outras páginas.

André Ventura reagiu diretamente no X, a rede social de Elon Musk, apelando a que as autoridades portuguesas e os militantes do partido não fiquem em silêncio perante o que diz ser "uma inadmissível censura".

"Isto é uma inadmissível censura. As autoridades portuguesas não podem ficar em silêncio. Apelo a todos os apoiantes e militantes do CHEGA que façam chegar à Meta, dona do Facebook, a sua indignação. Viva a liberdade de expressão!", afirmou o presidente do partido. 

A página oficial do partido, que agora fica proibido de publicar qualquer tipo de conteúdo, insiste que a decisão é ilegal e que esta representa uma "perseguição inqualificável" contra o Chega.

"O Facebook acaba de bloquear a nossa página durante 10 anos. Claramente ilegal e de uma perseguição inqualificável. Um dos maiores ataques à liberdade de expressão a um partido político em Portugal. Por mais que tentem, não nos vão conseguir calar!", escreve o Chega no X, antigo Twitter.

De acordo com o Correio da Manhã, a decisão da empresa de Mark Zuckerberg está relacionada com a publicação de um vídeo no qual uma mulher, acompanhada de familiares, agrediu e rapou o cabelo da sua mãe para raptar duas filhas menores, que se encontravam à guarda da avó por decisão judicial. O atual companheiro da vítima foi igualmente agredido, tendo os dois recebido tratamento hospitalar. 

O crime em causa ocorreu em fevereiro e os agressores foram detidos pela Polícia Judiciária.

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