China pune 27 pessoas por alegada divulgação de rumores sobre desastres - TVI

China pune 27 pessoas por alegada divulgação de rumores sobre desastres

  • Agência Lusa
  • NM
  • 13 jul, 09:13
Citic Tower, também conhecida como Zun Tower, em Pequim, China, em 26 de junho de 2026. (AP Photo)

De acordo com Pequim, estas quase três dezenas de pessoas divulgaram rumores relacionados com inundações e desastres naturais na sequência da passagem de dois tufões consecutivos pelo país

As autoridades chinesas detiveram quatro pessoas e aplicaram sanções administrativas a outras 23 por alegadamente divulgarem rumores relacionados com inundações e desastres naturais, numa altura em que o país enfrenta as consequências da passagem de dois tufões consecutivos.

O Gabinete de Segurança Cibernética do Ministério da Segurança Pública divulgou esta segunda-feira cerca de duas dezenas de casos considerados representativos, envolvendo as províncias de Guangdong, Guangxi, Zhejiang e Hubei.

O tufão Bavi atingiu a costa leste da China durante o fim de semana e continua esta segunda-feira a deslocar-se em direção ao nordeste do país, embora o comunicado das autoridades não especifique se os casos sancionados estão diretamente relacionados com este fenómeno.

Antes disso, a região autónoma de Guangxi, no sul da China, foi afetada pelo tufão Maysak, que provocou 39 mortos na sequência da rutura de vários diques na capital regional e da fuga de cerca de 900 serpentes, incluindo cobras venenosas, depois de uma quinta de répteis ter sido danificada pelas chuvas.

Segundo o ministério, alguns utilizadores da Internet fabricaram deliberadamente informações falsas sobre as inundações e os desastres naturais, com o objetivo de obter benefícios pessoais, interferindo gravemente nas operações de prevenção de cheias e de socorro e provocando impactos negativos.

A operação das autoridades resultou na detenção criminal de quatro pessoas, na aplicação de sanções administrativas a outras 23 e no bloqueio das contas utilizadas para divulgar os conteúdos nas respetivas plataformas.

A polícia cibernética recordou que a Internet "não é uma zona sem lei" e apelou aos utilizadores para regularem o seu comportamento em linha e se absterem de fabricar informação falsa através de montagens, manipulação de conteúdos ou recurso a programas de inteligência artificial (IA).

A China enfrenta desde meados de maio uma sucessão de episódios de chuva intensa nas regiões centro e sul, aos quais se junta agora a fase mais ativa da época de tufões nos mares adjacentes ao país.

A China é o país com o maior número de utilizadores de Internet no mundo, mas também um dos que exerce maior controlo sobre os conteúdos ‘online’. Serviços populares no resto do mundo, como Google, Facebook, X e YouTube, encontram-se bloqueados no país há vários anos.

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