Blinken adia viagem à China após descoberta de 'balão-espião' - TVI

Blinken adia viagem à China após descoberta de 'balão-espião'

Anthony Blinken

China alega que o dirigível se destinava à recolha de informação meteorológica e procura que o incidente não endureça as relações com os Estados Unidos

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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, decidiu adiar uma viagem diplomática considera de alto risco à China, enquanto o executivo de Joe Biden pondera uma resposta à descoberta de um balão de alta altitude chinês a sobrevoar locais sensíveis do oeste dos Estados Unidos.

A decisão abrupta surge apesar da posição da China, que alega que o balão era um satélite de pesquisa meteorológica que havia saído do seu curso. Os Estados Unidos descrevem-no como um 'balão-espião'.

A decisão surge poucas horas antes da partida prevista para Blinken, de Washington para Pequim, marcando um novo desenvolvimento nas relações já tensas entre as duas potências. Fonte oficial, citada pela Associated Press, explicou que a decisão do executivo norte-americano foi não avançar com a viagem desta vez.

Os encontros de Blinken com as autoridades chinesas eram vistos, em ambos os países, como uma forma de encontrar pontos comuns que permitissem ultrapassar a divisão em relação a questões como Taiwan, direitos humanos, política comercial, mudanças climáticas e, naturalmente, a guerra na Ucrânia.

A viagem tinha sido acordada em novembro entre Joe Biden e o homólogo chinês, Xi Jinping, num encontro na Indonésia. A mesma não tinha sido formalmente anunciada mas as autoridades dos dois países trabalhavam nos detalhes dela nos últimos dias.

Os encontros deveriam ter lugar nos próximos domingo e segunda-feira.

A descoberta do balão foi anunciada na quinta-feira pelo Pentágono, indicando que um dos locais sobrevoados foi o estado de Montana, que acolhe três bases de mísseis nucleares. Os Estados Unidos chegaram mesmo a preparar caças para abater o balão, caso a ordem fosse dada. O Pentágono acabou por não apontar nesse sentido, uma vez que os detritos poderiam colocar a população em risco.

Apesar da assunção de que o balão não poderia retirar informações relevantes sobre as bases de mísseis, as campainhas de alerta soaram em Washington, levando a vários protestos às autoridades chinesas e a críticas por parte dos membros republicanos no Congresso, que pedem uma postura mais dura face à China.

Numa tentativa de reconciliação, o Ministério das Relações Exteriores da China disse esta sexta-feira que o balão era um dirigível civil usado principalmente para pesquisas meteorológicas, que se desviou “muito do seu curso” devido aos ventos.

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