Casal executado na China por assassinar os dois filhos do homem com ex-mulher - TVI

Casal executado na China por assassinar os dois filhos do homem com ex-mulher

  • Agência Lusa
  • AM
  • 31 jan, 08:25
China (AP)

Tribunal considerou que o duplo homicídio intencional foi "extremamente cruel" e ultrapassou "todos os limites da lei e da moral"

As autoridades chinesas executaram esta quarta-feira Zhang Bo e a sua companheira, Ye Chengchen, condenados por terem matado os dois filhos do primeiro, atirando-os de um décimo quinto andar.

Zhang, o pai das crianças, e Ye, a sua nova companheira, ambos com 29 anos, foram executados na cidade de Chongqing, no centro do país, depois de o Supremo Tribunal ter revisto o seu caso e confirmado a sentença de morte proferida pelo Tribunal Popular Intermédio da cidade, segundo a imprensa local.

O Supremo Tribunal afirmou em comunicado que, durante este processo, "interrogou os arguidos em conformidade com a lei, garantindo os seus direitos", "ouviu o advogado de defesa" e, após "examinar as provas de ambos os lados", ratificou a sentença.

O tribunal considerou que o duplo homicídio intencional, cometido a 2 de novembro de 2020, foi "extremamente cruel" e ultrapassou "todos os limites da lei e da moral".

A decisão do juiz considerou que Zhang escondeu de Ye, com quem iniciou uma relação em 2019, que era casado e pai de dois filhos, uma menina de dois anos e um menino de um ano.

Após o divórcio ter sido finalizado em 2020, e a mulher condenada ter tomado conhecimento dos termos do divórcio, em que Zhang ficaria com a guarda de um dos irmãos, Ye pressionou o pai a livrar-se das crianças porque nem ela nem a sua família podiam aceitar uma relação com um homem que já tinha descendência.

Segundo a mãe das crianças, Zhang afirmou em tribunal que, na altura dos factos, Ye ameaçou suicidar-se cortando os pulsos se ele não matasse as crianças, após o que o condenado as atirou pela janela do seu apartamento.

A avó das crianças disse após a execução que, embora a morte dos netos seja uma "dor perpétua" para a família, pelo menos a condenação à morte do parricida e da sua companheira "proporciona conforto psicológico" e é "justa para as duas crianças", segundo um jornal local.

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