Ativistas interrompem peça de teatro no São Luiz. "A guerra atual não pode ser compreendida com distanciamento emocional" - TVI

Ativistas interrompem peça de teatro no São Luiz. "A guerra atual não pode ser compreendida com distanciamento emocional"

  • CNN Portugal
  • HCL
  • 22 out 2023, 18:42
Apoiantes do Climáximo interrompem espectáculo no Teatro São Luiz para chamar atenção ao próprio espectáculo

Protesto surgiu na sequência de diversas ações ao longo das últimas semanas, como o bloqueio de várias ruas e estradas, o arremesso de tinta ao ministro do Ambiente e ao ministro das Finanças

Ativistas da Climáximo interromperam este domingo o início da peça de teatro “Europa”, no Teatro São Luiz. A história, escrita por David Greig sobre a guerra civil nos países dos Balcãs, conta as vivências de uma pequena aldeia da antiga Jugoslávia.

Esta intervenção é justificada pela Climáximo "porque a guerra atual que os governos e as empresas declararam contra as sociedades e o planeta não pode ser compreendida com um distanciamento emocional e pessoal ao assunto".

"Esta peça é sobre nós, sobre a nossa normalidade, sobre a nossa cumplicidade, sobre a nossa responsabilidade coletiva. Eles estão a destruir tudo que amamos. Neste preciso momento. Deliberadamente. De uma forma coordenada. São as pessoas comuns que têm de assumir a sua responsabilidade, deixar de dar consentimento ao genocídio e ecocídio, e resistir à destruição da civilização", afirmaram os ativistas climáticos.

Em comunicado, o coletivo afirma que "há várias formas de pensar em guerra na Europa: algo que acontece “lá”, num lugar abstrato; algo que acontecia “antes” e que agora já não acontece “cá”; algo com o qual os países europeus não têm nada a ver; algo que às vezes impacta os países europeus mas sobre o qual eles não têm responsabilidade".

Todas estas formas "são erradas no contexto da crise climática: continuando o seu modelo económico baseado no capital fóssil, os países europeus são responsáveis por armas de destruição em massa. As cheias na Líbia, os incêndios na Argentina, os tufões na China e a seca no Algarve são bombas atiradas que destroem casas, vidas e ecossistemas. Manter o atual sistema económico é um acto deliberado de violência contra as sociedades de hoje e do futuro", afirmam ainda.

 

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