24 dias depois, quatro crianças continuam desaparecidas na selva amazónica na Colômbia. E estão a deixar pistas - TVI

24 dias depois, quatro crianças continuam desaparecidas na selva amazónica na Colômbia. E estão a deixar pistas

Colômbia (Militares)

Buscas juntam mais de 350 pessoas que, nos últimos dias, têm encontrado objetos que ajudam a manter viva a esperança de que os menores continuam vivos

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A procura não para por Cristin, Tien, Solecni e Lesly, as quatro crianças que continuam desaparecidas na selva amazónica na Colômbia depois do avião em que seguiam se ter despenhado, no passado dia 1. Apesar de ter sido anunciado que as crianças tinham sido encontradas vivas, as autoridades ainda não conseguiram localizá-las.

Na selva, mais de 350 pessoas, entre militares e indígenas, continuam a bater cada palmo de terra à procura de pistas que possam indicar que os menores continuam vivos e, esta quarta-feira, as Forças Militares da Colômbia revelaram que, a meio quilómetro do local do acidente, foi encontrado um par de sapatilhas que pertenciam a Tien, de quatro anos.

Mas esta não foi a única pista. Uns metros mais à frente, foram encontradas uma fralda usada e uma toalha verde e, a 428 metros a noroeste do local do acidente, encontraram outra fralda, uma capa preta para telemóvel e a tampa cor-de-rosa de um biberão.

"Isto permite-nos saber que, na realidade, as crianças deixaram o avião sem ferimentos", afirmou o diretor de operações da Aerocivil, o coronel Juan José López, citado pelo Notícias Caracol

Os vários grupos de buscas contam com o apoio da comunidade de Nukak, que se juntou no sábado, com algum equipamento de tropa. Terá sido, inclusive, uma mulher da comunidade a encontrar alguns dos objetos esta quarta-feira. 

Sobre a mulher, indígena, o coronel Juan José López afirmou que "ela está com o pai e basicamente tem servido como tradutora para nós - porque nem todos os membros da comunidade falam espanhol - e interage com as unidades das forças especiais que estão na zona".

Pai das crianças acompanha as buscas

Manuel Ranoque, pai dos quatro menores desaparecidos, tem acompanhado de perto as buscas pelos filhos na selva amazónica e num vídeo, divulgado no Twitter das Forças Militares da Colômbia, agradece todo o esforço dos envolvidos. 

"Emocionalmente não estou bem, porque sofri um golpe muito grande, mas tenho muita fé que possivelmente estarei com os meus filhos, com a minha família, que é o mais importante", afirmou. 

Para além das buscas, as forças militares têm lançado a partir dos helicópteros vários kits de sobrevivência, com água, soro, comida e até foguetes de sinalização para ajudar as crianças a manterem-se vivas até ao seu resgate.

O Cessna U206G despenhou-se no passado dia 1 de maio com sete pessoas a bordo, três adultos, um deles o piloto, e as quatro crianças. Cristin, de 11 meses, Tien Noriel, de 4 anos, Soleiny, de 9 anos, e Lesly, de 13 anos, viajavam com a mãe, Magdalena Mucutui Valencia, para se juntarem ao pai, Manuel Ranoque, que teve de fugir de Araracuara, Caquetá, depois de ser alvo de várias ameaças dos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Há um mês, Manuel conseguiu enviar dinheiro para que a mulher e os filhos se juntassem a ele na procura de um futuro melhor em Bogotá. Mas o sonho desvaneceu-se quando a 1 de maio deixou de ter notícias da família.

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