Comissão Europeia prevê inflação mais baixa mas alerta para perda de rendimentos - TVI

Comissão Europeia prevê inflação mais baixa mas alerta para perda de rendimentos

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 11 set 2023, 10:13
Dinheiro (Getty Images)

São piores as projeções para o próximo ano

A Comissão Europeia reviu esta segunda-feira em baixa a previsão de inflação este ano na zona euro, para 5,6%, referindo que a apertada política monetária “está a funcionar”, mas alertou para perdas de rendimento e piorou a projeção para 2024.

“A maior restritividade da política monetária pode pesar mais na atividade económica. A [...] política monetária está a funcionar como pretendido, como o demonstra a continuação do acentuado abrandamento do fluxo de crédito ao setor privado, [mas] o seu impacto adverso sobre a procura interna será ampliado se for acompanhado de uma deterioração dos rendimentos das famílias e das empresas, o que, por sua vez, afetará o sentimento económico e a capacidade dos bancos para financiar o crescimento” refere o executivo comunitário.

Nas previsões económicas de verão hoje publicadas, num cenário de tímido crescimento económico e de fraco consumo perante uma descida mais lenta da inflação e uma apertada política monetária, a Comissão Europeia prevê então uma inflação de 5,6% este ano e de 2,9% em 2024 na zona euro, percentagens que comparam com 5,8% e 2,8% nas projeções anteriores, divulgadas em maio passado.

Para o conjunto da UE, prevê-se uma inflação de 6,5% este ano e de 3,2% em 2024, comparando com anteriores projeções de 6,7% e 3,1%.

A instituição acrescenta que medidas adotadas como a subida das taxas de juro podem “conduzir a uma queda da inflação mais rápida do que o previsto, o que aceleraria a recuperação do rendimento real”.

Porém, de acordo com Bruxelas, “evolução da inflação poderá surpreender tanto no sentido descendente como no sentido ascendente”, já que o enfraquecimento da procura interna pode levar a que seja “menos persistente do que o previsto”, mas também pode obrigar a aumentos de salários, que obrigariam a “uma reação mais forte da política monetária, com repercussões negativas no crescimento”.

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