Comissão Europeia aplaude acordo da ONU para proteção do alto mar. É um "momento histórico" na preservação da vida marinha e da biodiversidade - TVI

Comissão Europeia aplaude acordo da ONU para proteção do alto mar. É um "momento histórico" na preservação da vida marinha e da biodiversidade

  • Agência Lusa
  • CF
  • 5 mar 2023, 09:44
Oceanos

Estados-membros da ONU alcançaram no sábado um acordo para estabelecer um tratado de proteção do alto mar, após mais de 15 anos de negociações

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O Comissário da União Europeia para o Ambiente, Virginijus Sinkevicius, elogiou este domingo o acordo alcançado nas Nações Unidas de proteção do alto mar dizendo que se trata de "um momento histórico" para a preservação dos oceanos.

"Estamos a dar um passo crucial para preservar a vida marinha e a biodiversidade que são essenciais para nós e para as gerações futuras", disse o comissário numa declaração à agência de notícias France Presse.

Virginijus Sinkevicius realçou que "este dia marca o culminar de mais de uma década de trabalho preparatório e negociações internacionais em que a União Europeia desempenhou um papel fundamental".

Os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) alcançaram no sábado um acordo para estabelecer um tratado de proteção do alto mar, após mais de 15 anos de negociações.

O consenso foi alcançado após uma maratona de negociações que teve início a 20 de fevereiro e que deveria ter terminado na sexta-feira, mas que continuou durante a noite até sábado, com mais de 35 horas seguidas de discussões.

O documento define, entre outras coisas, as bases para o estabelecimento de áreas marítimas protegidas, o que deverá facilitar o compromisso internacional de salvaguardar pelo menos 30% dos oceanos até 2030.

A adoção formal do tratado, porém, vai ter de aguardar até que um grupo de técnicos assegure a uniformidade dos termos utilizados no documento e que este seja traduzido nas seis línguas oficiais da ONU.

"Este é um dia histórico para a conservação e um sinal de que, num mundo dividido, proteger a natureza e as pessoas pode vencer a geopolítica", disse Laura Meller, do grupo ambientalista Greenpeace, numa primeira reação.

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