Os consumidores portugueses continuam a ganhar confiança na evolução da economia, depois de este indicador ter atingido em novembro o valor mais baixo desde o início da pandemia.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a confiança dos consumidores aumentou entre dezembro e fevereiro deste ano, invertendo a tendência negativa dos três meses anteriores. O instituto destaca ainda a subida “significativa” do saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país neste último mês, “atingindo o valor mais elevado desde fevereiro de 2022”.

A evolução positiva deve-se ao “contributo positivo das perspetivas de evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar”.

Já no que toca ao saldo das perspetivas relativas à evolução da situação financeira do agregado familiar, registou-se um novo aumento, em linha com os últimos quatro meses. Por oposição, setembro e outubro de 2022 foram os dois meses onde se registaram os valores mais baixos desde o início da pandemia.

O instituto português esclareceu ainda que se registou também um aumento do clima económico nos primeiros dois meses do ano, sendo que os indicadores de confiança aumentaram na Indústria Transformadora e Comércio e Serviços, e diminuíram na Construção e Obras Públicas.

Empresas menos confiantes com evolução económica

Ao contrário dos consumidores, as expetativas das empresas no que toca à evolução económica diminuíram. Segundo o INE, houve uma queda expressiva da confiança dos empresários relativamente à evolução dos preços de venda entre novembro e fevereiro. Atingiu-se, assim, o valor mais baixo desde janeiro de 2021.

O destaque vai para a Indústria Transformadora, o setor para o qual menos expetativas têm as empresas quando o tema é a evolução económica. De acordo com os dados do relatório, registou-se também uma diminuição do saldo das expetativas dos empresários em fevereiro nos Serviços e na Construção e Obras Públicas. Por seu lado, houve um aumento do saldo no Comércio.

ECO - Parceiro CNN Portugal / Mariana Marques Tiago