Conselho das Finanças Públicas prevê crescimento de 2,2% este ano e inflação de 5,2% - TVI

Conselho das Finanças Públicas prevê crescimento de 2,2% este ano e inflação de 5,2%

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  • Mariana Espírito Santo
  • 21 set 2023, 15:33
Nazaré da Costa Cabral, presidente do Conselho das Finanças Públicas (José Sena Goulão/Lusa)

Conselho das Finanças Públicas revê em alta crescimento para 2023, mas é mais pessimista que previsões do verão do BdP e FMI. Perspetiva inflação mais baixa que o estimado em março

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) prevê que a economia portuguesa vai crescer 2,2% em 2023, naquela que é uma revisão em alta face às estimativas que divulgou em março, mas mais pessimista do que as previsões divulgadas por instituições como o Banco de Portugal, OCDE e FMI no início do verão (entre 2,5% e 2,7%). Já para 2024 estimam um crescimento do PIB de 1,6%, com o alerta de que os números podem ser mais negativos dadas as incertezas. Já para a inflação, os valores foram revistos em baixa para 5,2% este ano e 2,8% em 2024.

Em março, o CFP projetava um crescimento do PIB português de 1,2% em 2023 e de 1,8% em 2024. Agora, na atualização das Perspetivas Económicas e Orçamentais 2023-2027, já estimam que a economia vai crescer mais este ano, devido ao “desempenho robusto observado no consumo privado e exportações durante a primeira metade do ano“. De facto, o crescimento no arranque do ano surpreendeu os economistas e fez também com que Fernando Medina atualizasse as previsões do Programa de Estabilidade (PE), que apontavam para um crescimento de 1,8%, para 2,7%.

Já no próximo ano o cenário, traçado numa lógica de políticas invariantes, é mais sombrio. A instituição liderada por Nazaré da Costa Cabral reviu em baixa as previsões de março, por antever um abrandamento “no ritmo de crescimento das exportações e da FBCF, em resultado da degradação das perspetivas económicas para os principais parceiros comerciais de Portugal e da incerteza e do agravamento dos custos de financiamento da economia, respetivamente”.

Como explica a instituição no documento, esta desaceleração na atividade económica é “determinada pela expectativa de um abrandamento do consumo privado, penalizado pelo aumento das taxas de juro diretoras do BCE e pela inflação, bem como pela desaceleração nas exportações, em linha com a expectativa de arrefecimento dos principais mercados das exportações portuguesas”.

Por outro lado, estes fatores são compensados pela aceleração do investimento, nomeadamente impulsionada pela “expectativa de uma maior execução dos fundos comunitários associados ao PRR e ao PT2030″.

Quanto à inflação, o abrandamento projetado para o preço dos bens alimentares e energéticos nos mercados internacionais levou o CFP a rever em baixa as estimativas. Prevê agora que a inflação, medida pelo ritmo de crescimento do vai ser de 5,2% em 2023, o que mesmo assim é ligeiramente acima daquela prevista pelo Governo no PE (5,1%). Já para 2024 apontam para 2,8%, abaixo dos 2,9% que Medina estimava em abril.

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