Depois de ter dito aos jornalistas que Marcelo devia ficar no seu "galho", Costa ficou em silêncio diante de Marcelo quando o Presidente lhe fez uma observação "moderadamente crítica" - TVI

Depois de ter dito aos jornalistas que Marcelo devia ficar no seu "galho", Costa ficou em silêncio diante de Marcelo quando o Presidente lhe fez uma observação "moderadamente crítica"

Encontro serviu para discutir a situação do país mas Costa não quis discutir, ficou-se pelo ouvir - pelo menos dentro do Conselho de Estado, porque fora dele quis pôr o Presidente no seu galho

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O primeiro-ministro António Costa não falou durante as quase três horas que durou o Conselho de Estado, que decorreu esta terça-feira. Segundo relatos de alguns conselheiros, o primeiro-ministro ouviu uma intervenção “moderadamente crítica” por parte de Marcelo Rebelo de Sousa, mas optou pelo silêncio, que acabou por manter até mesmo quando o Presidente da República falava da sua recente visita à Ucrânia.

O Conselho de Estado serviu para concluir a análise à situação económica, política e social que foi iniciada na reunião de 21 de julho. Nesse primeiro encontro, António Costa foi alvo de críticas por parte dos conselheiros mas saiu mais cedo porque tinha de viajar para ver o jogo da seleção feminina na Nova Zelândia.

Na antecipação da reunião desta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa fez saber que daria a palavra ao primeiro-ministro para que pudesse intervir, mas essa não foi a opção de António Costa.

Antes do Conselho de Estado, e em declaração aos jornalistas, António Costa desdramatizou o veto do Presidente na habitação. “Para que o Estado funcione bem, cada um deve estar no seu próprio galho e fazer aquilo que lhe compete. No processo legislativo, o Governo tem sobre algumas matérias competências próprias. Noutras matérias, a competência é da Assembleia da República e o Governo apenas propõe. Depois, o senhor Presidente da República tem também as suas competências próprias – e nós devemos respeitar todas as competências uns dos outros.”

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