A coroação do rei Carlos III esteve repleta de joias e ornamentos luxuosos. No entanto, um diamante em particular não esteve presente na cerimónia.
Uma joia com um passado complexo. Esta joia é um diamante, um dos maiores e mais antigos diamantes lapidados no mundo. Chama-se Koh-i-Noor e o primeiro monarca britânico a tê-lo nas mãos foi a rainha Vitória, em 1849.
O Koh-i-Noor é a peça central da coroa da rainha Mary, mulher do rei Jorge V. Coroa essa que foi utilizada por Camilla, durante a cerimónia deste sábado. No entanto, o diamante esteve notoriamente ausente da cerimónia. Isto porque esta é uma peça controversa, uma vez que Índia tem vindo a pedir a sua devolução.
Originalmente, o Koh-i-Noor pertencia ao primeiro marajá do Império Sikh, Ranjit Singh. O diamante, que na altura tinha 793 quilates antes de ser reduzido a 106 pelo marido de Vitória, acabou por chamar à atenção dos oficiais da Companhia das Índias Orientais, em 1832. O diamante é depois retirado a Duleep Singh, o descendente do primeiro marajá, e entregue à rainha Vitória.
Veja as joias utilizadas na coroação: