Sim, a nova variante da covid-19 é mais contagiosa. Não, não é caso para "alarme social". Sim, as vacinas têm de ser adaptadas - TVI

Sim, a nova variante da covid-19 é mais contagiosa. Não, não é caso para "alarme social". Sim, as vacinas têm de ser adaptadas

  • CNN Portugal
  • ARC
  • 18 ago, 15:49

Chama-se EG.5

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Descendente da Ómicron, mais transmissível e com “maior escape imunitário”: esta é a nova variante do coronavírus que está a assumir “proporções significativas” - a EG.5. Mas não é caso nem para "susto" nem para alarme social", dizem os especialistas ouvidos pela CNN Portugal.

O médico de saúde pública Bernardo Gomes confirma que a transmissibilidade é maior e os contágios mais rápidos - e a EG.5 pode também afetar pessoas vacinadas e/ou que já foram infetadas anteriormente. Porquê? Porque há um “maior escape imunitário” mas isso não é caso para uma preocupação acrescida - pelo menos para já, afirma.

Gustavo Tato Borges, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, explica que a EG.5 descende de uma “família ligeira”: a Ómicron, que regista um perfil reduzido de casos graves e tem baixa taxa de mortalidade. Apesar de a nova variante ser mais contagiosa e também apesar do aproximar das estações mais frias - mais propensas à contração de doenças -, o cenário de um novo confinamento é “altamente improvável”, sublinha Gustavo Tato Borges. Ainda assim as vacinas vão ser “atualizadas e adaptadas” à EG.5, provavelmente já abrangendo a próxima campanha de vacinação. 

A EG.5 encontra-se neste momento sob observação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que pretende avaliar o potencial impacto ainda “desconhecido”. A OMS tem atualmente sete variantes sob vigilância e três como variantes classificadas "de interesse", incluindo a EG.5. Uma potencial subida da nova variante para outro patamar vai depender da capacidade de infeção e de agressividade, mas, garante Gustavo Tato Borges, são “raras” as variantes que o fazem.

Os sintomas são semelhantes às restantes variantes: mantém-se a tosse seca, dor de cabeça, pingo no nariz, perda do olfato e paladar e febre. Perante tudo isto, os especialistas pedem que cada pessoa se proteja mas também aos outros. Ou seja: uso voluntário de máscara, adesão à vacinação.

Nota final: os casos de infeção por covid-19 têm aumentado um pouco por todo o mundo - inclusivamente em Portugal. Só entre 17 de julho e 13 de agosto foram mais de 1,4 milhões de novos casos, de acordo com o boletim da OMS.

 

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