A onda de casos de covid-19 que se está a registar na China não deverá ter um "impacto significativo" na Europa, indica a Organização Mundial da Saúde (OMS) num briefing sobre a situação epidemiológica.

"Neste momento, não se espera que o aumento contínuo de casos na China tenha um impacto significativo na situação epidemológica da covid-19 na região europeia", assegurou Hans Kluge, diretor da OMS na Europa.

Isto porque, indica, "as variantes que estão em circulação no país já são conhecidas", pelo que "não representam uma ameaça" para o continente europeu.

Ainda assim, acrescentam, "não podemos ser complacentes" com a forma como a China está a lidar com esta onde de novos casos, que decidiu, no final de dezembro, pôr fim à maior parte das medidas de controlo da pandemia, assente na chamada "política zero".

Na sequência desta decisão, que inclui a reabertura de fronteiras na China, mais de uma dezena de países, entre os quais Portugal, passaram a exigir aos viajantes oriundos daquele país um teste negativo à covid-19 para entrar nos seus territórios.

A China está a enfrentar uma onda sem precedentes de infeções de covid-19, uma situação que se deve agravar com as férias de Ano Novo Chinês no final de janeiro, quando se espera que milhões de pessoas se desloquem das megacidades para o campo para visitar os seus familiares, muitos dos quais idosos e vulneráveis.

Beatriz Céu / com Lusa