Covid. Calma, "não há motivo para alarme" com o regresso das máscaras a hospitais. Mas fica a nota: "Se houver medidas voluntárias não é necessário implementar obrigatoriedades" - TVI

Covid. Calma, "não há motivo para alarme" com o regresso das máscaras a hospitais. Mas fica a nota: "Se houver medidas voluntárias não é necessário implementar obrigatoriedades"

  • CNN Portugal
  • JM
  • 7 set 2023, 08:00
Precisa de ir ao hospital ou vai visitar um familiar ao lar? Vai poder deixar a máscara em casa (dentro de dias)

Perante o aumento do número de casos de covid-19, a obrigatoriedade do uso de máscaras está de volta ao Hospital de Santa Maria e ao Hospital Pulido Valente. Ambos recomendam o uso de proteção durante as visitas aos doentes e a todos os profissionais das áreas de internamento

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Para o epidemiologista Gustavo Tato Borges, que é presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, a medida anunciada por ambos hospitais “faz todo o sentido”, dado que vários doentes têm covid (uns assintomáticos, outros com vários sintomas). Trata-se portanto de uma “medida de prevenção para reduzir o contágio”.

Para o médico de saúde pública Bernardo Gomes, “é perfeitamente normal aquilo que está a ocorrer”. Por isso mesmo salienta que “não é nada que deva ser levado com alarme”. “A máscara sempre foi uma ferramenta profissional importante para os profissionais de saúde”, sublinha. 

“A mensagem tipo da pandemia não passou de forma pacífica”, prossegue Bernardo Gomes, que defende que “o uso de máscara é algo que deve ser ponderado, nomeadamente em fases epidémicas de doenças respiratórias, como a gripe e a covid”. Assim, é “perfeitamente normal que os hospitais, ao acolherem pacientes com problemas respiratórios, façam a sua avaliação de risco e adotem as medidas necessárias”, corrobora Gustavo Tato Borges. 

No entanto, Gustavo Tato Borges defende que “não é necessário generalizar a medida a todos os hospitais” - cada hospital deve analisar os seus riscos, explica. O epidemiologista acrescenta ainda que “é difícil analisar de modo categórico a situação epidemiológica”, isto porque “não temos a visão concreta da doença, dado que ninguém é testado”, o que “impossibilita possíveis previsões de contágio”. Mas a doença não desapareceu - “o aumento de casos e mortes no mês de agosto mostra que há, possivelmente, um aumento da doença na população”. 

No que toca à vacinação, Bernardo Gomes considera ser “um instrumento importante que continua a ter efeito a proteger as pessoas”. Assim, defende que “é de aproveitar o reforço dos mais vulneráveis”. 

Tato Borges, enquanto presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, diz que “a associação aconselha e recomenda fortemente que todas as pessoas que façam parte dos grupos indicados de vacinação gratuita se vacinem”. “É extremamente importante que aqueles mais vulneráveis o façam de uma forma global e expressiva.”

De acordo com Bernardo Gomes, é preciso ter noção de que, apesar de tudo, “a pandemia continua” e, se nós conseguirmos “controlar de forma pacata com medidas voluntárias, não há necessidade de implementar obrigatoriedades”. 

A medida vem “relembrar todas as pessoas da importância de nos continuarmos a proteger e minimizar o risco”, diz Gustavo Tato Gomes, relembrando os cuidados individuais de proteção como a etiqueta respiratória, o distanciamento físico, lavar mais as mãos, o arejamento dos espaços fechados e a utilização de máscaras sempre que necessário.

Portanto: ambos vêm a recente medida do Hospital de Santa Maria e do Hospital Pulido Valente com toda a tranquilidade - é “apenas uma medida de prevenção” que “em termos educacionais tem um valor acrescido”.

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