Oito anos e meio de prisão por três roubos por esticão a idosas em Braga - arguido já tinha sido condenado antes - TVI

Oito anos e meio de prisão por três roubos por esticão a idosas em Braga - arguido já tinha sido condenado antes

  • Agência Lusa
  • MSM
  • 5 jul, 18:13
Prisão

Uma das vítimas, com o esticão, embateu com a cabeça no chão e sofreu “golpe e abundante hemorragia”

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O Tribunal de Braga condenou a oito anos e meio de prisão um homem que efetuou três roubos por esticão naquela cidade, sendo as vítimas mulheres na casa dos 80 anos.

Por acórdão de 04 de julho, a que a Lusa teve acesso, o arguido, de 58 anos, foi ainda condenado ao pagamento de indemnizações às vítimas no valor total de 10.500 euros.

À Unidade Local de Saúde de Braga, terá de pagar 179 euros referentes às despesas com o tratamento de uma das vítimas.

O arguido tinha já sido condenado, desde 1992, 12 vezes, sobretudo por crimes de roubo, mas também por furto e tráfico de estupefacientes.

Os crimes do processo sentenciado na quinta-feira foram cometidos entre julho e agosto de 2023, na via pública, em Braga.

“O arguido escolheu as ofendidas como alvos dos seus atos em virtude destas se tratarem de pessoas idosas, e por essa razão particularmente indefesas, já que sabia que as mesmas não iriam oferecer resistência física às suas investidas”, refere o acórdão.

Uma das vítimas, com o esticão, embateu com a cabeça no chão e sofreu “golpe e abundante hemorragia”, tendo tido necessidade de tratamento hospitalar.

A duas vítimas, o arguido arrancou os fios que levavam ao pescoço, enquanto a outra ficou sem a bolsa.

O arguido confessou “grande parte dos factos” e verbalizou arrependimento, tendo também, em audiência, pedido desculpas às vítimas.

Para a medida da pena, o tribunal considerou que o arguido não aprendeu com as condenações anteriores.

“Tais condenações não constituíram obstáculo bastante ao cometimento de novos crimes, antes revelando o arguido acentuada propensão para a prática de atos ilícitos, designadamente contra o património alheio”, lê-se ainda no acórdão.

Os juízes sublinham que o arguido voltou ao crime apenas dois meses depois da sua libertação do estabelecimento prisional.

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