Maioria dos portugueses considera que a PGR deve explicações ao país e acha que Marcelo fez  tudo bem: sondagem TVI/CNN Portugal - TVI

Maioria dos portugueses considera que a PGR deve explicações ao país e acha que Marcelo fez tudo bem: sondagem TVI/CNN Portugal

  • CNN Portugal
  • AG
  • 13 nov 2023, 19:00
Marcelo Rebelo de Sousa (Carlos M. Almeida/Lusa)

Primeiro-ministro demitiu-se na sequência da Operação Influencer. Portugueses elogiam o que Marcelo fez a seguir mas não o fazem relativamente à Procuradoria-Geral da República

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O Presidente da República esteve bem em dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas. Essa é a opinião da esmagadora maioria dos portugueses, de acordo com uma sondagem realizada pela Aximage para a TVI e CNN Portugal.

Das 504 pessoas inquiridas, apenas 14% discordam ou discordam totalmente desta decisão, enquanto 73% afirmam estar totalmente de acordo ou simplesmente concordar com a opção do Presidente da República.

Uma concordância que se distribuiu de forma semelhante em todas as regiões do país, com Centro e Área Metropolitana de Lisboa (AML) a apresentarem as maiores taxas de concordância total, com 48% e 47%, respetivamente.

Uma opção que parece ter alguma influência relativamente à escolha política feita nas eleições legislativas de 2022. É que 25% das pessoas que votaram PS nas últimas eleições discorda da decisão de Marcelo Rebelo de Sousa. Um número que desce para apenas 6% no caso dos eleitores que optaram pelo PSD.

Eleições sim, mas com Orçamento

Uma das decisões tomadas pelo Presidente da República está relacionada com o adiar da dissolução do parlamento, para que os deputados possam aprovar a proposta de Orçamento o Estado para 2024, cuja votação na especialidade acontece a 29 de novembro.

Dos inquiridos, 68% concorda com a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, que decidiu esperar, para que o país possa entrar em 2024 com uma lógica de “estabilidade”.

Mais uma vez houve uma minoria a discordar: 16% dos inquiridos entende que o chefe de Estado não devia dar espaço à aprovação da proposta.

Uma decisão que atira as eleições legislativas para 10 de março, ficando até lá António Costa à frente de um Governo em gestão.

Portugueses querem ouvir PGR

Tudo isto motivado pela Operação Influencer, que levou o Supremo Tribunal de Justiça a instaurar um inquérito ao primeiro-ministro, além de ter resultado na detenção de pessoas próximas de António Costa, como o melhor amigo, Diogo Lacerda Machado, e o agora ex-chefe de gabinete, Vítor Escária.

O primeiro-ministro anunciou que se demitia depois de um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR), sendo que este é um processo que, apesar de recente, já tem várias polémicas envolvidas, como a troca de nomes numa escuta e a libertação de todos os detidos, com o juiz a ir contra o que foi pedido pelo Ministério Público.

Talvez por isso a esmagadora maioria das pessoas inquiridas concorda que a PGR tem de vir dar esclarecimentos. São 78% as pessoas com essa visão, enquanto apenas 7% entende que não há necessidade de isso acontecer.

Ficha Técnica

Objetivo do estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem Lda. para a CNN-Portugal, Media Capital sobre temas da atualidade nacional política.

Universo: Indivíduos maiores de 18 anos residentes em Portugal.

Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra teve 504 entrevistas efetivas; 111 entre os 18 e os 34 anos, 140 entre os 35 e os 49 anos, 131 entre os 50 e os 64 anos e 122 para os 65 e mais anos; Norte 183, Centro 109, Sul e Ilhas 62, Área Metropolitana de Lisboa 150.

Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas; O trabalho de campo decorreu entre 10 e 13 de novembro de 2023. Taxa de resposta: 89,84%.

Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,4%.

Responsabilidade do estudo: Aximage – Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.

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