Independentemente do candidato secretário-geral que vai ser eleito no PS, os portugueses acham que será o presidente do PSD o próximo primeiro-ministro. Isto com base numa sondagem da Aximage para a TVI e CNN Portugal, em que os inquiridos entendem que Luís Montenegro parte para as eleições legislativas de 10 de março à frente de Pedro Nuno Santos ou José Luís Carneiro, os dois socialistas que já assumiram candidaturas para suceder a António Costa.
Com efeito, e com base nas respostas dos 504 inquiridos, Luís Montenegro tem 40% de vir a ser o próximo primeiro-ministro, quando comparado com Pedro Nuno Santos, que reuniu 33% das respostas.
De resto, a diferença é mais acentuada na região Norte, onde 47% das pessoas entendem que é o social-democrata a formar Governo após 10 de março. À medida que desce geograficamente, o voto tende a mudar: na Área Metropolitana de Lisboa já são só 38% as pessoas que entendem da mesma forma, enquanto no Sul e Ilhas é Pedro Nuno Santos que fica à frente das escolhas.
Mais óbvia parece ser a resposta entre Luís Montenegro e José Luís Carneiro. Nesta comparação o presidente do PSD reúne 43% das respostas, enquanto o atual ministro da Administração Interna não vai além dos 28%.
Curiosamente, e tal como acontece no duelo com Pedro Nuno Santos, Luís Montenegro também só não é o candidato com mais respostas no Sul e Ilhas. De resto, o presidente do PSD está claramente mais acima de José Luís Carneiro em todas as outras regiões.
De referir que a pergunta era feita independentemente do voto ou das preferências políticas.
E se fosse Centeno?
A sondagem mostra uma clara tendência dos portugueses para acharem que, seja quem for o candidato do PS, será o presidente do PSD o próximo primeiro-ministro.
A corrida parece mais renhida com Pedro Nuno Santos, pelo que não espanta que seja o candidato que os inquiridos entendem ter mais hipóteses de vir a ser o próximo secretário-geral do PS.
Numa corrida a três com Mário Centeno e José Luís Carneiro, o antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação está à frente com alguma margem. Reúne 32% das respostas, enquanto o segundo só tem 21%.
Apesar de não ter oficializado qualquer candidatura ou se ter mostrado disponível para tal, é Mário Centeno o segundo nome mais escolhido, à frente de José Luís Carneiro. Mário Centeno não se pode candidatar porque não é militante do PS.
Tal como acontece nas comparações entre Luís Montenegro e os candidatos do PS, só no Sul e nas Ilhas é que não existe um acompanhamento do resto do país. Pedro Nuno Santos está à frente em todas as regiões, menos naquela, onde obteve 19% das respostas, atrás dos 24% de Mário Centeno e dos 23% de José Luís Carneiro.
De referir que a sondagem começou a ser realizada antes da polémica que envolveu o governador do Banco de Portugal, um alegado convite do Presidente da República para formar governo e declarações ao Financial Times, pelo que a popularidade de Mário Centeno pode ter sido afetada desde então.
Ficha Técnica
Objetivo do estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem Lda. para a CNN-Portugal, Media Capital sobre temas da atualidade nacional política.
Universo: Indivíduos maiores de 18 anos residentes em Portugal.
Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra teve 504 entrevistas efetivas; 111 entre os 18 e os 34 anos, 140 entre os 35 e os 49 anos, 131 entre os 50 e os 64 anos e 122 para os 65 e mais anos; Norte 183, Centro 109, Sul e Ilhas 62, Área Metropolitana de Lisboa 150.
Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas; O trabalho de campo decorreu entre 10 e 13 de novembro de 2023. Taxa de resposta: 89,84%.
Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,4%.
Responsabilidade do estudo: Aximage – Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.