Cidadãos ficaram com 94 milhões de euros em notas de escudo prescritas da série Descobrimentos - TVI

Cidadãos ficaram com 94 milhões de euros em notas de escudo prescritas da série Descobrimentos

  • Agência Lusa
  • AM
  • 18 abr 2023, 13:38
Escudo

Limite para a troca de moedas de escudo foi o dia 31d e dezembro de 2002

O Banco de Portugal (BdP) informou esta terça-feira terem ficado por trocar 94 milhões de euros em notas de escudo da série dos Descobrimentos, as últimas a prescrever, a 01 de março de 2022.

“A última série de notas de escudo (série dos Descobrimentos) pôde ser trocada até 28 de fevereiro de 2022. Ficaram por trocar notas de escudo desta série correspondentes a cerca de 94 milhões de euros, que se mantiveram na posse do público e que constituíram um proveito extraordinário do Banco de Portugal em 2022, dado que a responsabilidade pelo seu pagamento se extinguiu”, lê-se no “Relatório da Emissão Monetária” de 2022 divulgado hoje pelo BdP.

Quando as notas de euro foram introduzidas, em 1 de janeiro de 2002, iniciou-se a recolha das notas da anterior moeda nacional, o escudo. Após dois meses de dupla circulação, as notas de escudo deixaram de poder ser utilizadas e aceites em pagamentos, ou seja, perderam curso legal e poder liberatório.

Até final de maio de 2002, foi recolhido 95% do valor total das notas de escudo em circulação em 31 de dezembro de 2001, mas o público manteve a possibilidade de trocar as notas de escudo ainda não prescritas nas tesourarias do Banco de Portugal, num prazo de 20 anos a contar da data em que foram retiradas de circulação.

Já o limite para a troca de moedas de escudo foi o dia 31d e dezembro de 2002.

De acordo com o BdP, “foi evidente que, quanto menor o valor facial das notas de escudo, menor foi a proporção de notas entregues”.

“No entanto, o facto de terem ficado tantas notas por trocar também poderá dever-se a outros fatores, como a guarda das notas como recordação, o esquecimento da sua existência ou a destruição por ação humana ou de outros agentes (fogo, químicos, animais, entre outros)”, refere.

Continue a ler esta notícia