A dívida pública na zona euro recuou, no terceiro trimestre de 2022, para os 93,0% do PIB e na União Europeia (UE) para 85,1%, segundo dados divulgados pelo Eurostat esta segunda-feira.

Na zona euro, a dívida pública recuou para os 93,0% do Produto Interno Bruto (PIB) face aos 97,3% registados no terceiro trimestre de 2021 e aos 94,2% entre abril e junho de 2022.

Na UE, o rácio da dívida em relação ao PIB diminuiu na comparação trimestral (86,4%) e homóloga (89,7%).

Portugal manteve, entre julho e setembro de 2022, a terceira maior dívida pública da UE (120,1%), depois da Grécia (178,2%) e Itália (147,3%), enquanto a Estónia (15,8%), a Bulgária (23,1%) e o Luxemburgo (24,6%) apresentaram as menores dívidas no terceiro trimestre de 2022.

A dívida pública recuou em 23 Estados-membros, com maior incidência na Grécia, onde desceu 5,3 pontos percentuais (pp), Chipre (-3,8 pp), Portugal (-3,3 pp), Itália (-3,0 pp) e na Croácia (-2,8 pp).

A Bulgária (1,9 pp), a República Checa (1,7 pp), França (0,3 pp) e a Suécia (0,2 pp) foram os Estados-membros que viram a dívida pública aumentar, em relação ao PIB.

De acordo com o serviço estatístico da UE, tanto na zona euro como no conjunto dos 27 Estados-membros, o recuo do peso da dívida pública deve-se a um crescimento do PIB.

Zona euro com défice de 3,3% no 3.º trimestre de 2022

A zona euro registou um défice de 3,3% do PIB, no terceiro trimestre de 2022, e a União Europeia (UE) de 3,2%, com Portugal a apresentar o segundo maior excedente das contas públicas (1,2%), divulga o Eurostat.

Na zona euro, segundo o serviço estatístico europeu, entre julho e setembro de 2022, o saldo das administrações públicas foi de -3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que se compara com o de -2,0% do trimestre anterior e com o de -4,1% do terceiro trimestre de 2021.

Na UE, o défice das contas públicas avançou para os 3,2% na comparação trimestral, face ao de 1,8% do PIB registado entre abril e junho de 2022, e recuou na variação homóloga (-3,6%).

De acordo com o Eurostat, o rácio défice/PIB aumentou, em ambas as zonas, principalmente devido a uma subida considerável da despesa total.

A maioria dos Estados-membros continuou a registar um défice orçamental, com destaque para a Roménia (-6,3%), a Hungria (-6,1%) e a Bélgica (-5,1%).

Seis dos Estados-membros para os quais há dados disponíveis apresentaram excedentes orçamentais, com destaque para a Irlanda (3,1%), Portugal (1,3%) e a Lituânia (1,0%).

As receitas e despesas totais continuaram a ser influenciadas pelas políticas governamentais em resposta à pandemia da covid-19, mas em menor medida do que nos trimestres anteriores, de acordo com o boletim.

É ainda destacado que as medidas para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia começaram a ter um impacto mais forte no saldo orçamental no terceiro trimestre de 2022.

/ AM