"Há razões óbvias para utilizar qualquer arma, qualquer uma": as três ameaças de Medvedev ao Ocidente (que incluem matar o chanceler alemão) - TVI

"Há razões óbvias para utilizar qualquer arma, qualquer uma": as três ameaças de Medvedev ao Ocidente (que incluem matar o chanceler alemão)

Dmitry Medvedev (AP/ Pool Sputnik)

Nos últimos dois dias, a agência de notícias estatal russa RIA Novosti tem vindo a divulgar excertos de uma entrevista ao ex-presidente russo

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Dmitry Medvedev diz que as forças russas podem avançar para a conquista de Kiev ou Lviv "se for preciso". E garante que se a Ucrânia tentar recuperar a Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014, o Kremlin vai usar "qualquer arma" para acabar com o que descreveu como uma "infeção".

"Não podemos descartar nada. Se for preciso chegar a Kiev, então vamos para Kiev; se for preciso chegar a Lviv, então vamos para Lviv para destruir esta infeção", defende Medvedev, citado pela agência de notícias estatal russa RIA Novosti.

As ameaças de Medvedev não se ficam por aqui: o agora vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia garante que Moscovo vai responder com "qualquer arma" a eventuais tentativas da Ucrânia para recuperar a Crimeia, "dividindo parte do Estado" russo. 

"Há razões óbvias para utilizar qualquer arma. Qualquer uma. E espero que os nossos 'amigos' do outro lado do oceano entendam isto", advertiu.

Na quinta-feira, Medvedev reagiu ao mandado de captura contra Vladimir Putin, emitido a 17 de março pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), sugerindo que qualquer tentativa do Ocidente nesse sentido seria o mesmo que "declarar guerra" à Rússia.

"Vamos imaginar - obviamente que esta situação nunca vai acontecer - mas vamos imaginar que aconteceria: o atual chefe de Estado viajava para um território, como por exemplo a Alemanha, e era detido", supôs.

Nesse cenário, Medvedev argumenta que tal "seria uma declaração de guerra contra a Federação Russa".

"E, nesse caso, todas as nossas armas - todos os nossos mísseis - estariam virados para o Bundestag, para o gabinete do chanceler alemão", Olaf Scholz, declarou.

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