Donald Trump em tribunal: queixa-se de "caça às bruxas" e garante que as suas declarações financeiras "são fenomenais" - TVI

Donald Trump em tribunal: queixa-se de "caça às bruxas" e garante que as suas declarações financeiras "são fenomenais"

  • CNN Portugal
  • MJC
  • 2 out 2023, 15:35
Donald Trump em tribunal (AP)

Procuradora disse que "não o interessa o quão poderoso se é, quanto dinheiro se tem". "Ninguém está acima da lei, foi a mensagem de Letitia James

O ex-presidente Donald Trump afirma que o julgamento civil por fraude contra ele e os seus associados é a “a maior caça às bruxas de todos os tempos”, explicando que a acusação tem uma motivação política. Estes comentários foram proferidos à entrada do tribunal onde o julgamento começou, esta segunda-feira. “Isto é uma tentativa de interferência eleitoral, pura e simplesmente”, disse Trump. “Estão a tentar prejudicar-me, para que não me saia tão bem nas eleições."

Depois, Trump atacou a procuradora-geral de Nova Iorque, a democrata Letitia James, dizendo que ela  estava decidida a "apanhar Trump antes mesmo de saber qualquer coisa sobre mim". “Ela usou isto para concorrer ao cargo de governador, mas falhou”, afirmou o ex-presidente. “Então, voltou e disse: 'agora vou voltar para apanhar Trump novamente.' E é isso que temos. É uma farsa", disse, garantindo que as suas declarações financeiras “são fenomenais”.

Antes disso, numa publicação em letras maiúsculas na sua conta na rede social Truth, Donald Trump já tinha acusado Letitia James de ser “corrupta e racista". E também tinha garantido que iria a tribunal para lutar pelo seu nome e pela sua reputação.

Ainda antes de entrar para a sala a própria procuradora deixou o mote: "A minha mensagem é simples: não interessa o quão poderoso se é, quanto dinheiro se tem, ninguém está acima de lei".

O julgamento, que deverá prolongar-se por várias semanas, é presidido pelo juiz Arthur Engoron, que não autorizou a presença de câmaras nas sessões.

Em causa estão os crimes de falsificação de registos comerciais, conspiração para falsificar registros comerciais, emissão de demonstrações financeiras falsas, conspiração para falsificar demonstrações financeiras falsas, fraude de seguros e conspiração para cometer fraude de seguros.

Na semana passada, Engoron já declarou Donald Trump e dois dos seus filhos, Donald Trump Jr. e Eric Trump, responsáveis de “fraudes” financeiras “repetidas” nos anos 2010 relacionadas com a avaliação dos ativos da Trump Organization. Letitia James reclamou 250 milhões de dólares de reparações financeiras e declarações de interdições de dirigir empresas para o ex-Presidente e os filhos.

Na decisão, Engoron estimou que Donald Trump e os dois filhos, vice-presidentes executivos da Trump Organization, são “responsáveis” de “violações repetidas” da lei. Acrescentou que os documentos apresentados pela procuradora-geral mostram “claramente” “avaliações fraudulentas” dos ativos do grupo por Donald Trump. 

O conglomerado empresarial inclui uma diversidade de empresas, que se estende do imobiliário residencial aos hotéis de luxo, passando por clubes de golfe. A procuradora Letitia James acusa o multimilionário e os filhos de “inflacionarem” o valor deste património em vários milhares de milhões de dólares para, entre outras vantagens, obterem crédito bancário em condições mais vantajosas, nos anos de 2011 a 2021.

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