O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posou para uma foto com Joseph "Skinny Joey" Merlino, antigo chefe da máfia do estado de Filadélfia, no início deste mês. A fotografia foi tirada no Trump International Golfe Club em West Palm Beach. 

Os dois, juntamente com um terceiro homem não identificado, ostentam o habitual "polegar para cima" comum em várias fotografias em que Trump participa. Todos sorriem equipados para uma sessão de golfe e só o ex-chefe da máfia não está com o chapéu vermelho com a frase Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente, em português).

A fotografia, obtida pelo jornal The Inquirer, pode renovar preocupações entre os fiéis de Trump que, por um lado, querem vê-lo novamente na Casa Branca, mas por outro temem que o candidato republicano não tenha a capacidade política de evitar tirar uma fotografia com um mafioso condenado, que saiu da prisão em meados de 2020.

A fotografia veio a público pouco depois de Trump ter provocado indignação quando jantou a 22 de novembro em Mar-a-Lago, o seu clube privado e residência em Palm Beach, com Nick Fuentes, um streamer associado a movimentos xenófobos e de extrema-direita.

Este jantar, agora inédito, aconteceu apenas uma semana depois de Trump ter anunciado a sua terceira candidatura à presidência. A campanha de Donald Trump recusou-se a responder se o ex-presidente sabia que estava a posar com um antigo chefe da máfia.

Pelo menos desde os anos 90 que Trump tem sido acusado de manter fortes laços com a máfia ou com homens ligados ao crime organizado. Em Nova Iorque, de acordo com uma investigação feita pela revista Esquire, Trump mantinha uma ligação pessoal com alguns dos mafiosos mais poderosos da cidade através do seu amigo, mentor, e advogado Roy Cohn. O mesmo Cohn que foi advogado de líderes da máfia, incluindo "Fat Tony" Salerno, Carmine Galante e Paul Castellano, chefes das famílias criminosas Genovese, Bonanno, e Gambino, respectivamente.

Em 2013, numa entrevista à CBS, Trump foi questionado se alguma vez tinha feito negócios com famílias por dentro do crime organizado. O atual candidato presidencial respondeu da seguinte forma: "Sabe, crescendo em Nova Iorque e fazendo negócios em Nova Iorque, eu diria que pode ter havido uma dessas personagens pelo caminho, mas de um modo geral gosto de me manter afastado desse grupo. Encontrei-me ocasionalmente com algumas dessas pessoas. São pessoas muito simpáticas", afirmou, acrescentando que “só não se quer é ficar a dever-lhes dinheiro”.

CNN Portugal / HCL