Trump fez um "grande anúncio" para Putin ouvir: envio de "milhares de milhões" em armas para Kiev - TVI

Trump fez um "grande anúncio" para Putin ouvir: envio de "milhares de milhões" em armas para Kiev

Mark Rutte e Donald Trump (Evan Vucci/AP)

Presidente dos EUA elogia a coragem dos ucranianos ao longo da guerra e argumenta que “não teriam hipótese” se não tivessem equipamento militar americano

“Fizemos um grande acordo hoje”, disse Trump ao lado do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Sala Oval da Casa Branca.

“Vamos mandar o melhor para a NATO. (…) Estamos a falar de milhares de milhões em equipamento militar que vai ser comprado aos EUA para a NATO. Vai ser rapidamente distribuído para o campo de batalha”, continuou o presidente dos EUA.

Trump elogiou a coragem dos ucranianos ao longo da guerra e lembrou que “não teriam hipótese” se não tivessem equipamento militar americano.

“Eles tiveram coragem porque alguém tinha de usar esse equipamento, e lutaram com uma coragem tremenda e continuam a lutar com uma tremenda coragem. Estão a perder no equipamento e a Rússia está a ficar muito forte”.

Numa frase algo críptica, o presidente americano disse que quer que a Ucrânia “faça o que tenha de fazer” na guerra.

“Esperemos que tenha um impacto em Vladimir Putin. Esperemos também que tenha impacto na Ucrânia. Queremos certificar-nos de que a Ucrânia faz o que tem de fazer. De repente podem sentir-se encorajados. (…) Estou confiante de que vão fazer o que têm de fazer”, afirmou Trump, que ameaçou a Rússia com “tarifas secundárias” de 100% caso não haja um acordo de paz em 50 dias.

A seu lado, Mark Rutte afirmou que os europeus “querem fazer parte deste plano”.

“Isto são os europeus a subir a parada”, disse o secretário-geral da NATO.

"Não quero dizer que [Putin] é um assassino, mas..."

Num discurso em que repetiu tudo aquilo que tem dito sobre este tema, Trump referiu que Putin “enganou muita gente”, incluindo Clinton, Bush, Obama e Biden, mas que não o enganou a ele.

“Ele sabe o que é um acordo justo. Não há vencedores aqui. Comigo [a invasão] não teria acontecido, a Ucrânia era muito importante para ele. Ele percebeu que não iria acontecer. Depois de eu sair, reparei que havia soldados a acumularem-se perto da fronteira”, disse o líder americano.

“Não quero dizer que [Putin] é um assassino, mas é um tipo duro”, prosseguiu. “[A Rússia] é um país potencialmente tão bom, é uma pena estar a desperdiçar tanta gente nisto, e o dinheiro… olhem que aconteceu à economia”.

Continue a ler esta notícia