Mortágua diz que é "quase insultuoso" ouvir Durão Barroso "falar sobre o orgulho do governo da 'troika'" (e também aponta o dedo a Cavaco Silva) - TVI

Mortágua diz que é "quase insultuoso" ouvir Durão Barroso "falar sobre o orgulho do governo da 'troika'" (e também aponta o dedo a Cavaco Silva)

  • Agência Lusa
  • BCE
  • 2 mar, 13:45
Mariana Mortágua (André Kosters/Lusa)

Mariana Mortágua descreve os nomes que têm sido trazidos pela AD para a campanha eleitoral como "governantes do passado" que, diz, "representam o pior que aconteceu neste país"

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A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, considerou, este sábado, insultuoso que o antigo primeiro-ministro Durão Barroso tenha “orgulho da austeridade e dos tempos da ‘troika’” e acusou Cavaco Silva de ter estado “sempre do lado do mau governo”.

No final de um encontro com as populações que querem travar a mineração de lítio a céu aberto na Serra da Argemela, na freguesia de Barco, Covilhã, distrito de Castelo Branco, a líder do BE foi questionada sobre as declarações de sexta-feira do antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso e do artigo de opinião do ex-Presidente da República, Cavaco Silva.

“Dia após dia, surgem líderes do passado, governantes do passado que representam o pior que aconteceu neste país. É mais um exemplo de como o passado tem regressado a esta campanha”, começou por criticar.

Sobre Durão Barroso e o facto de o ter ouvido “falar sobre o orgulho do governo da ‘troika’ e sobre o que é ser português de verdade”, Mariana Mortágua considerou “quase insultuoso” estas declarações de “um governante que abandonou o Governo para ir para a Comissão Europeia”.

“Numa altura em que os portugueses de verdade emigravam, lutavam contra a exploração, lutavam contra a austeridade, enquanto Durão Barroso estava sentado numa cadeira dourada na Comissão Europeia, que depois trocou por uma cadeira ainda mais dourada na Goldman Sachs”, condenou.

Para a líder do BE, é insultuoso que Durão Barroso “venha dizer ao país que tem orgulho da austeridade e tem orgulho nos tempos da ‘troika’”.

“Cavaco Silva esteve sempre do lado do mau Governo, esteve sempre do lado das decisões erradas, das decisões que castigaram as pessoas. Quem olha para o passado e se lembra dos tempos de governação da direita é disso que se lembra: de retrocesso, de perda de direitos e nós não queremos voltar a esse passado”, condenou ainda.

Mortágua aproveitou este momento para uma ideia que tem defendido de que “tudo aquilo que o PSD tem apresentado ao país é um regresso a um passado de má memória”.

“Um passado sombrio, um passado em que as pessoas viviam pior, em que tinham que lutar para conseguir ter um emprego”, avisou.

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