Macron pede novo pacto social entre patrões e sindicatos até ao final do ano - TVI

Macron pede novo pacto social entre patrões e sindicatos até ao final do ano

  • Agência Lusa
  • AM
  • 18 abr 2023, 13:43
Emmanuel Macron (Associated Press)

Confederação Geral do Trabalho apelou a uma forte participação nos protestos do 1º de maio, com o objetivo de formar “um dia poderoso” que mantenha a exigência da revogação da nova lei das pensões.

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu esta terça-feira que empregadores e sindicatos cheguem a um acordo sobre um novo pacto social “até ao final deste ano”.

Macron reuniu-se com as organizações patronais que pretendem também incluir os sindicatos na procura de um acordo que devolva a paz social ao país, pondo cobro aos protestos na sequência da reforma da lei das pensões.

Antes da reunião, o presidente afirmou que o objetivo é definir uma agenda para as negociações “nas próximas semanas”, o que deixaria tempo para negociar um acordo “até ao final deste ano”.

Macron esteve acompanhado pela primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, e pelo ministro do Trabalho, Olivier Dussopt, entre outros altos responsáveis.

Os sindicatos não confirmaram ainda se irão participar no acordo, preferindo esperar até ao 1º de maio, jornada simbólica em que a intersindical que agrega pelo menos 11 centrais sindicais pretende fazer uma das maiores manifestações de rua dos últimos anos.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) solicitou uma forte participação nos protestos do 1º de maio, com o objetivo de formar “um dia poderoso” que mantenha a exigência da revogação da nova lei das pensões.

Depois do discurso do presidente francês, em mensagem televisiva transmitida na noite de segunda-feira, no qual afirmou “não ser surdo” à contestação, vários ministros deram entrevistas na manhã de hoje com o objetivo de apaziguar a tensão social com promessas de poder de compra, distribuição de riqueza e melhores serviços locais.

“Restringir as preocupações dos franceses à questão das pensões seria não entender nada”, afirmou o porta-voz do governo, Olivier Véran, à emissora pública Franceinfo.

“O presidente reconheceu com muita clareza as preocupações, as dificuldades dos nossos compatriotas”, disse o ministro da Economia, Bruno Le Maire, ao canal BFMTV.

O Presidente francês anunciou na segunda-feira novas medidas para melhorar a situação laboral no país, incluindo salários.

O líder francês respondeu assim aos protestos que têm vindo a paralisar a França nos últimos meses devido à conturbada aprovação da reforma do sistema de pensões.

Após a decisão favorável do Conselho Constitucional face a esta reforma, tendo apenas rejeitado alguns pontos na decisão conhecida na passada sexta-feira, Macron decidiu promulgar a reforma na noite de sexta-feira para sábado.

Macron tinha 15 dias para promulgar a lei e a promulgação imediata enraiveceu os sindicatos que tinham pedido ao Presidente uma moratória.

A revisão da lei das pensões - um projeto impulsionado por Macron, que aumenta a idade de aposentação sem penalizações financeiras de 62 para 64 anos - foi aprovada sem votação na Assembleia Nacional, recorrendo a uma disposição prevista na Constituição francesa que permite fazê-lo.

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