15% dos trabalhadores portugueses têm qualificações a mais para o emprego que têm - TVI

15% dos trabalhadores portugueses têm qualificações a mais para o emprego que têm

  • ECO - Parceiro CNN Portugal
  • Joana Nabais Ferreira
  • 30 abr 2023, 19:00
Emprego (Adobe Stock)

É o valor mais alto dos últimos oito anos. Fosso de géneros continua acentuado: há 11,9% de homens e 16,8% de mulheres sobrequalificados

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No ano passado, 15% dos trabalhadores nacionais eram considerados sobrequalificados, ou seja, tinham qualificações a mais para o emprego que desempenham. É a percentagem mais alta dos últimos oito anos, indicam os dados do Eurostat conhecidos esta quinta-feira. É o sexto país da UE com a menor taxa de sobrequalificação dos profissionais. Apenas Luxemburgo, Suécia, Dinamarca, República Checa e Hungria têm um número de profissionais considerados sobrequalificados inferior.

Embora Portugal se apresente como o sexto país da União Europeia com menos pessoas sobrequalificadas, a trajetória seguida tem sido no sentido inverso. A percentagem tem vindo a agravar gradualmente, sendo em 2022 a mais alta dos últimos, pelo menos, oito anos (15%). Em 2015, a percentagem situava-se nos 13%.

Em matéria de género, Portugal mostra-se desigualitário. No ano passado, havia mais mulheres (16,8%) sobrequalificadas do que homens (11,9%). Excluindo o ano de 2019 (em que a percentagem de sobrequalificação feminina se fixou nos 17%), desde 2015 que o cenário não era tão desigualitário.

Mas Portugal não é caso único. Aliás, em 19 dos 27 Estados-membros havia mais mulheres sobrequalificadas do que homens, sendo que Malta (11 p.p.), Chipre (8 p.p.), Itália e Eslováquia (ambos com 7 p.p.) foram os países onde a desigualdade entre géneros foi mais gritante.

Em termos gerais, a média dos Estados-membros no que toca a sobrequalificações fixou-se nos 22%, 21% no caso dos homens e 23% no caso das mulheres.

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