Há ervas aromáticas melhores do que outras? E limites? Sinta aqui um cheirinho de certeza - TVI

Há ervas aromáticas melhores do que outras? E limites? Sinta aqui um cheirinho de certeza

Ervas Aromáticas (Pexels)

Orégãos, manjericão, salsa, coentros, alecrim, estragão, tomilho, louro, menta… Se não tem aí em casa uma reserva de ervas aromáticas para dar mais cor e sabor aos seus pratos, a sua vida deve ser bem enfadonha

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Nas receitas, quase sempre, a indicação é "a gosto”. Mas há limites para as quantidades de ervas aromáticas? As nutricionistas ouvidas pela CNN Portugal dizem que “o limite é o gosto”.

Mas sabia que as ervas aromáticas podem ser aliadas numa outra luta difícil: a redução do sal? Pois, é verdade.

“A utilização de ervas aromáticas na confeção e tempero dos alimentos confere aromas e sabor aos mesmos, pelo que pode revelar-se uma boa estratégia para a redução do consumo de sal, contribuindo para a prevenção de doenças crónicas”, traça Rita Ribeiro, nutricionista da Fisiogaspar.

É que, em Portugal, andamos a consumir sal acima da nossa dose. A porção diária recomendada é de 5 gramas. Consumimos, em média, 7,3 gramas.

“O principal benefício da utilização de ervas aromáticas nos cozinhados é a consequente diminuição de sal adicionada à comida. Neste sentido, podemos destacar como erva aromática mais benéfica a salicórnia. É considerada um ‘sal verde’ pelo sabor salgado que os seus cales apresentam”, completa Ana Rita Lemos, nutricionista do Hospital Lusíadas Lisboa.

Os efeitos fazem-se depois sentir na redução da pressão arterial e na prevenção de doenças cardiovasculares.

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“Não existem ervas aromáticas consideradas piores”

Até podem parecer pequenas, mas há muita coisa dentro das ervas aromáticas. Proteínas, óleos essenciais, vitaminas A, C e do complexo B e minerais como cálcio, potássio e ferro.

“Exercem um efeito benéfico ao nível da saúde, nomeadamente, pela sua ação antioxidante e anti-inflamatória. Podem também auxiliar no processo digestivo (funcho, hortelã, alecrim) ou ter um efeito calmante (camomila)”, resume Rita Ribeiro.

Cada uma tem a sua função. Ana Rita Lemos defende que “não existem ervas aromáticas específicas consideradas piores”. Cada caso é um caso.

Daí que as especialistas recordem que as ervas aromáticas podem estar contraindicadas pela possível interação com determinada medicação, por alergias ou intolerâncias, ou mesmo pela combinação das próprias ervas. Em caso de dúvida, já sabe: não há nada como recorrer a um profissional de saúde.

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Frescas ou no fim da confeção

As receitas tendem a indicar o uso das ervas aromáticas na fase final da preparação do prato. Ou mesmo frescas. E há motivos para isso, claro.

“Com vista a preservar as suas propriedades nutricionais, recomenda-se que a utilização de ervas aromáticas seja feita em fresco e no final do processo de confeção, uma vez que a ação do calor pode alterar as suas propriedades. No entanto, a utilização de ervas aromáticas na confeção e tempero dos alimentos é, regra geral, reduzida, pelo que os benefícios associados ao seu consumo podem não ser significativos”, completa Rita Ribeiro.

Resumo: as ervas aromáticas trazem sabor, aroma e cor aos pratos, até podem ajudar na luta contra o sal, mas como as quantidades que usamos são sempre pequenas, não vai ser isso que vai fazer a verdadeira diferença na sua dieta. O truque está na diversidade.

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