Centro de acolhimento de menores espanhol em África anuncia greve devido ao "colapso real" e falta de condições - TVI

Centro de acolhimento de menores espanhol em África anuncia greve devido ao "colapso real" e falta de condições

  • Agencia EFE
  • JS
  • 14 ago, 15:28
(Foto: Santi Palacios)

Local acolhe cerca de 270 menores estrangeiros não acompanhados que, somados a outros centros, elevam para mais de 310 os acolhidos na região de Melilha

A comissão de trabalhadores do centro de acolhimento de menores 'La Purísima' anunciou uma greve durante a semana das festas patronais de Melilha, que se realizarão de 29 de agosto a 6 de setembro na cidade espanhola localizada no norte da África, devido ao "colapso real" de menores e à falta de soluções e diálogo de que acusam o governo local.

Numa nota, a comissão de trabalhadores informou da convocatória oficial de greve como uma "medida drástica e irrevogável" aprovada por maioria absoluta do quadro de pessoal numa assembleia geral realizada a 11 de agosto.

Refere que "as condições de colapso do centro", que "continuam exatamente iguais desde o início da crise", além de que "não são reais as soluções prometidas pela administração" os levaram a adotar esta medida.

Além disso, a comissão de trabalhadores acusa a Cidade Autónoma de "falta total de veracidade nas informações transmitidas", pois "não coincidem de todo com a realidade vivida nas instalações" em questões como o reforço imediato de pessoal, que foi desmentido "categoricamente" pelos representantes dos trabalhadores.

Denunciam também a "lentidão burocrática inaceitável" na contratação de pessoal, que poderá demorar "semanas", uma vez que os candidatos ao concurso público de emprego extraordinário para reforço, que encerrou esta quarta-feira, terão agora de passar por um processo de entrevistas e fases administrativas "cuja duração se desconhece".

A comissão de trabalhadores alertou para a "sobrecarga do quadro de pessoal" atual, que encadeia e duplica turnos "para poder atender minimamente os menores e assegurar o serviço básico", o que está a provocar baixas médicas devido à "pressão laboral, física e psicológica extrema" resultante de "condições de trabalho desumanas e níveis de stress" derivados da falta de recursos.

Acusou ainda a administração local de se recusar a sentar-se com a representação legal dos trabalhadores, o que qualificou de "desprezo", e reclamou para o pessoal "honestidade, transparência e, acima de tudo, condições dignas para desempenhar as suas funções e proteger os menores acolhidos".

O centro de menores de La Purísima acolhe, segundo os últimos dados, cerca de 270 menores estrangeiros não acompanhados que, somados a outros centros, elevam para mais de 310 os acolhidos em Melilha, cuja capacidade máxima é de 84, de acordo com a contingência migratória declarada há um ano

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