Uma parede desabou, na madrugada desta terça-feira, numa camarata do Estabelecimento Prisional de Lisboa, espaço utilizado pelos guardas prisionais para descanso entre turnos. Apesar da gravidade da situação, não há feridos a registar.
O desabamento causou danos significativos na camarata, que ficou sem condições de segurança, impossibilitando a sua utilização. O episódio volta a expor o estado de degradação das infraestruturas prisionais.
Em reação ao ocorrido, Frederico Morais, presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, criticou duramente as condições a que os profissionais estão sujeitos.
“Infelizmente, estas são as condições desumanas em que o corpo da guarda prisional descansa entre turnos. O excesso de trabalho, a falta de efetivos e as condições de descanso são deploráveis. É urgente resolver o problema do sistema prisional”, afirmou.
O sindicato tem vindo a alertar para a degradação das instalações e para o impacto que a falta de investimento tem na segurança e na saúde dos profissionais. O caso reacende o debate sobre a necessidade de uma intervenção urgente no sistema prisional português.