Polícia britânica detém suspeito de vandalizar estátua de Churchill com mensagens anti-Israel - TVI

Polícia britânica detém suspeito de vandalizar estátua de Churchill com mensagens anti-Israel

  • Agência Lusa
  • MP
  • 27 fev, 14:51
Estátua de Winston Churchill vandalizada (AP)

Na base da estátua lêem-se insultos como "criminoso de guerra sionista". Crime foi atribuído a um grupo ativista pró-Palestina

A polícia britânica deteve esta sexta-feira um homem suspeito de vandalizar uma estátua do ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill, em Londres ao cobri-la com mensagens anti-Israel.

Imagens divulgadas pelos meios de comunicação social mostraram a frase “Criminoso de guerra sionista” na base da estátua, enquanto a própria escultura de Churchill estava coberta de tinta vermelha com frases como “Parem o genocídio”, “Palestina Livre” e “Nunca mais”.

O ato foi atribuído a um grupo ativista pró-Palestina, tendo a polícia detido um homem de 38 anos por suspeita de “vandalismo com motivação racial”, depois de um vídeo publicado nas redes sociais ter mostrado uma pessoa, vestida com um fato-macaco onde se lia “Eu apoio a causa palestiniana”, a sujar o pedestal da estátua.

O grupo holandês “Free the Filton 24” (Libertem os 24 de Filton), em referência aos ativistas acusados de invadir instalações da empresa de defesa israelita Elbit no Reino Unido, reivindicou a autoria do vandalismo.

Olax Outis, que disse ser holandês e fazer parte do grupo, afirmou ser o responsável pelo ato, explicando as suas ações numa publicação pré-gravada e divulgada nas redes sociais.

“Se virem esta mensagem é porque começou um protesto pacífico e é razoável supor que estou atualmente numa prisão, algures em Londres”, referiu.

Outis alegou estar a chamar “a atenção para as horríveis violações dos direitos humanos que acontecem num país governado por colonizadores que se recusam a ouvir o seu povo”.

A estátua, de 3,5 metros de altura, encontra-se na Praça do Parlamento, em frente ao Palácio de Westminster, no coração da capital, onde a polícia de Londres assegura ter chegado “dois minutos após o alerta, pouco depois das 04:00”.

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