PS vence as eleições (oito eurodeputados), AD elege sete. Chega e IL com dois, BE e CDU com um. PAN e Livre de fora - TVI

PS vence as eleições (oito eurodeputados), AD elege sete. Chega e IL com dois, BE e CDU com um. PAN e Livre de fora

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  • com Lusa
  • 9 jun, 22:58

Estes são os resultados das eleições europeias 2024 (e as reações dos protagonistas)

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O PS elegeu oito deputados nas eleições europeias deste domingo (menos um do que em 2019). A AD foi a segunda força política mais votada - e elegeu sete deputados (mantendo o mesmo número de eleitos das eleições de 2019). 

A AD conseguiu a maioria dos seus votos nos distritos mais a norte - Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança - e também em Aveiro, Viseu e Leiria, mas o mapa do país ficou maioritariamente rosa. Venceu em 11 dos 18 distritos de Portugal continental. 

"O PS venceu as eleições", declarou Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, no seu discurso de vitória. "Tivémos mais votos e mais mandatos".

Pedro Nuno Santos acusa o Governo de ter estado em “campanha intensa” e de ter nacionalizado a campanha eleitoral. “O Governo também quis estar nesta campanha”, diz, alegando que o Executivo “nacionalizou esta campanha”.

“Esta vitória do PS e derrota da AD não é irrelevante no plano nacional”, assegura o secretário-geral do PS, frisando que estes resultados “dão força” ao partido.

Montenegro falou antes para assumir a derrota da AD. Falhou o primeiro objetivo: ter mais um voto do que o PS. Mas, assegurou, o resultado da AD dá-lhe “muito alento” para prosseguir o caminho dos últimos dois anos.

Num curto discurso, Sebastião Bugalho assumiu a derrota. "Em democracia ganha-se e perde-se por um voto, e é com humildade democrática que nós reconhecemos que nos faltaram estes 0,9% para ficarmos à frente da doutora Marta Temido".

"Quero cumprimentar a minha adversária, a Marta Temido, que já tive a ocasião de felicitar de viva voz, por ter encabeçado a lista que conquistou mais votos nesta eleição junto dos portugueses. Foram cerca de 0,8% mais do que a AD. Alguém até poderia dizer que foi mesmo por poucochinho", declarou o cabeça de lista da AD. 

Chega e IL elegem dois deputados, cada um

O terceiro e quarto lugar foram disputados entre Chega e Iniciativa Liberal. Embora algumas projeções apontassem para um terceiro lugar na votação, foi o partido de André Ventura que recebeu mais votos. Mas, no final da noite, ambos elegeram o mesmo número de deputados: dois. Tânger Correa e Tiago Moreira de Sá pelo Chega. João Cotrim de Figueiredo e Ana Vasconcelos Martins. 

Ao contrário do que aconteceu nas eleições legislativas de março, o Chega não venceu em qualquer concelho do Algarve (quando ficou à frente com 27% dos votos). O Chega não conseguiu vencer em qualquer concelho do Algarve. O PS é o partido vencedor, tendo alcançado 29,46% dos votos e vencido em 14 concelhos. A Aliança Democrática obteve 28,2% dos votos e venceu em dois concelhos: Albufeira e Loulé.

Aliás, o Chega só venceu numa freguesia do país: Gondoriz, Arcos de Valdevez. Tem 1 103 eleitores inscritos, dos quais 297 votaram. 95 deles escolheram o Chega.

Cotrim de Figueiredo diz que o objetivo da IL foi ultrapassado. Não vão um, mas dois nomes do partido foram eleitos. "Eu vou para Bruxelas, mas não vou sozinho", declarou numa sala que não se cansou de responder às palavras de ordem do cabeça de lista do partido. 

Em seguida o candidato agradeceu "aos mais 350 mil portugueses que confiaram na IL", acrescentando que a Iniciativa Liberal conseguiu "o seu melhor resultado eleitoral de sempre". "Em cinco anos estamos em todos os Parlamentos, em cinco anos desmentimos aqueles velhos do Restelo que diziam que o liberalismo não tinha hipóteses em Portugal", afirmou também.

BE e PCP elegeram um deputado cada um

"O BE mantém a representação europeia", anunciou Catarina Martins na sede de campanha do Bloco de Esquerda. 

João Oliveira é a partir de agora o único eurodeputado da CDU no Parlamento Europeu. Os comunistas perderam um mandato, mas prometem continuar a ter uma intervenção decisiva em Bruxelas. 

O cabeça de lista da CDU saudou hoje quem “conseguiu ver para lá da cortina de fumo” e contrariou “o pensamento único” votando na coligação, e recusou pronunciar-se sobre resultados, considerando que os dados são “muito incertos”.

Numa declaração num hotel lisboeta onde decorreu a noite eleitoral da CDU, João Oliveira agradeceu a quem fez a “opção corajosa” de votar na coligação, “contrariando o obscurantismo, o conformismo com que se procurava condicionar e aprisionar as consciências”.

Nem Livre nem PAN elegeram até agora qualquer deputado. O ADN conseguiu mais votos do que o PAN. 

A declaração de Montenegro

Após o discurso da noite eleitoral, Luís Montenegro foi questionado pelos jornalistas sobre uma eventual candidatura de António Costa ao Conselho Europeu. O primeiro-ministro diz que o irá apoiar. “É possível que a presidência Conselho Europeu seja destinada a um candidato socialista, se o doutor António Costa for candidato a esse lugar, a AD e o Governo de Portugal não só o apoiarão, como farão tudo para que esse candidatura possa ter sucesso”.

Acompanhe a noite eleitoral AO MINUTO 

 

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