O ensino superior terá novas regras a partir de 2024 e 2025, que serão introduzidas de forma gradual, avançam esta quinta-feira o Jornal de Notícias e o Público.

Pedro Teixeira, secretário de Estado do Ensino Superior, confirmou às duas publicações que os exames nacionais deverão passar a valer cerca de metade da nota de acesso ao ensino superior; já a classificação final do ensino secundário, em sentido contrário, passará a valer menos, devendo ter um peso mínimo de 35%. O objetivo é que as provas finais deixem de ser obrigatórias para conclusão do 12.º ano, medida que foi introduzida com a pandemia de covid-19, quando os alunos passaram a fazer exame apenas às disciplinas específicas de acesso ao ensino superior.

Quanto ao número de exames, o Governo também prepara mudanças: o Jornal de Notícias cita o secretário de Estado do Ensino Superior que explica que "uma das hipóteses" em análise é a realização de "pelo menos três exames", um dos quais obrigatório, provavelmente à disciplina de Português. Deverá depois ser exigido também exame a uma disciplina trienal e outra bienal. "O número de exames tem a ver com alguma preocupação em termos de exigência", diz ao JN Pedro Teixeira. 

Outra das novidades previstas, avança o Público, é a introdução de um contingente especial para alunos desfavorecidos, à semelhança, escreve o jornal, do que já existe para militares ou estudantes das regiões autónomas. O Executivo prevê que os beneficiários do primeiro escalão do abono de família fiquem com 1% das vagas de cada curso em cada fase do concurso de acesso ao ensino superior ou, nos cursos de menor dimensão, que lhes seja reservada pelo menos uma vaga.

CNN Portugal / BC