Luuk de Jong: «Farioli ligou-me, disse que precisava de líderes» - TVI

Luuk de Jong: «Farioli ligou-me, disse que precisava de líderes»

Luuk de Jong é reforço do FC Porto (FC Porto)

Avançado neerlandês partilha motivos que o fizeram embarcar na «aventura» do FC Porto

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A mudança de Luuk de Jong para o FC Porto foi a surpresa do mercado de transferências. Não só a nível nacional, mas também a patamares internacionais. 

Agora, o avançado partilha o que o cativou para uma mudança de ares aos 34 anos, sendo que um telefonema do seu novo treinador, Francesco Farioli, foi predominante para a decisão de rumar à Invicta.

«Ele ligou-me na última semana de julho para falar comigo em nome do FC Porto. Eu fiquei surpreendido. Ele disse "Tal como no Ajax, aqui tenho um plantel jovem, quase não há trintões. Tal como no Ajax, preciso de líderes"», contou Luuk de Jong em entrevista ao jornal neerlandês AD.

A conversa ganharia outros níveis de emotividade. «Na temporada passada, fizeste-me chorar ao conquistar o campeonato com o PSV. Espero que possamos ser felizes, juntos, esta temporada», disse Farioli ao avançado. 

O ex-PSV admitiu estar «apaixonado» pelo FC Porto e diz apreciar a visão do treinador, que enfrentou outrora. «Ele [Farioli] vê a equipa como uma família. Acredita que, enquanto treinador, também tem de criar um ambiente fora do futebol. Por vezes, organizando uma saída em grupo ou algo assim. Isso agrada-me», notou.

«Procurava mais uma grande aventura»

O desejo de aventura cativou o jogador, de 34 anos, que se manteve confiante de que a oportunidade certa iria surgir, neste verão.

«Procurava mais uma grande aventura, se tivesse de resumi-lo numa frase. Um regresso, espero eu, à vida de que tanto desfrutei, quando joguei por Barcelona e Sevilha. Não me senti inseguro após ter terminado o contrato com o PSV. Estava convencido de que algo de positivo iria surgir», começou por referir.

«Já tinha feito saber ao PSV, com bastante antecedência, como me sentia quanto a isso. Simplesmente, queria saber o que é ser um jogador livre, no verão, pela primeira vez na minha carreira», acrescentou. 

De Jong refletiu ainda sobre a influência do Mundial de Clubes na janela de transferências. No final de contas, decidiu-se por aquilo que lhe permitiu juntar o melhor a nível profissional e familiar. 

«Que tipo de desafios é que isso acarreta, especialmente, na minha idade? Bem, não tive muito para fazer, em junho e parte de julho [risos]. O mercado começou bastante tarde, este verão, penso que devido ao Campeonato do Mundo de Clubes. E também tinha uma regra clara para mim mesmo, em como só trocaria tudo o que tinha de belo no PSV por uma combinação de vida futebolística e familiar noutro sítio», atirou.

Luuk de Jong tem sido apontado como possível substituto de Samu no FC Porto ou, pelo menos, como um «veterano» que poderá contribuir para evolução do espanhol, de 21 anos. O neerlandês, que vê grande potencial em Samu, não se mostrou preocupado com a titularidade, garantido que o importante é «dar tudo».

«Vocês sabem como é que Farioli trabalha. Enquanto avançado, somas bastantes minutos com ele, mas não jogas todos os jogos. Nesta fase da minha carreira, não é um problema. Em vez de correr sempre ao máximo durante 90 minutos, podes fazê-lo durante 60 minutos. Ou até dar tudo durante 30 minutos, quando entras como suplente».

Negas à MLS

Antes de ter protagonizado a grande surpresa do mercado, ao mudar-se para o FC Porto, Luuk de Jong recebeu propostas da MLS, que rejeitou prontamente. 

«Clubes da MLS fizeram abordagens, mas rejeitei-as. Há uns anos, ponderei jogar no México. Parecia-me uma grande aventura, mas, na altura, ainda não tinha filhos. Agora, com dois rapazes, de três e quatro anos, não quero estar do outro lado do mundo com uma parte da minha família e o resto aqui. Oito ou nove horas de viagens para nos vermos é demasiado», confessou. 

Luuk de Jong foi oficializado como reforço do FC Porto no jogo de apresentação dos dragões, diante do Atlético de Madrid. O jogador fez referência ao contraste da alegria desse momento para aquele que se seguiu, três dias depois, com o falecimento do «eterno capitão» do FC Porto, Jorge Costa.

«Na altura, foi pura alegria, no estádio, mas, três dias depois, estás de pé no mesmo local, ao lado do caixão onde ele jazia. Nós passámos por lá, na quarta-feira, para prestar a nossa última homenagem, enquanto equipa, e também fomos ao funeral, na igreja. Foi muito intenso e triste. Ele era um ídolo do clube, com apenas 53 anos, e sentiu-se mal quando trabalhava no nosso centro de treinos», contou.

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