FC Porto-Alverca, 2-0 (destaques) - TVI

FC Porto-Alverca, 2-0 (destaques)

Made in Olival: André e Diogo eclipsam Chiquinho

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Saído em 2017 como promessa, André Silva regressou ao FC Porto determinado a provar que o percurso de carreira não belisca a ambição e a qualidade técnica. Neste domingo, o ponta de lança manteve a titularidade e conquistou dois penáltis, inaugurando o marcador ao nono minuto e oferecendo o golo a Gabri Veiga. Envolvido também na defesa, André Silva esgotou o “tanque”, arrancou aplausos e saiu com uma potencial entorse no tornozelo direito. Os sorrisos e os abraços após o jogo não esconderam a preocupação.

Na ronda inaugural da Liga, em 82 minutos, André Silva acumulou um golo, um alívio, uma falta cometida, duas faltas sofridas e três duelos ganhos – em oito.

O Momento: Gabri encerra a contenda, minuto 44

O segundo penálti do FC Porto afastou o Alverca da disputa pelo resultado. Apesar da insistência dos ribatejanos até à hora de jogo, o cansaço e a frustração domaram os comandados de Sérgio Ferreira, reféns de Chiquinho para ameaçar o 2-1. As trocas apenas evidenciaram o entrosamento frágil no Alverca. Por sua vez, o FC Porto acomodou-se no resultado, espreitando de quando em vez o 3-0.

Outros destaques.

Diogo Costa: dono de cinco defesas e seis recuperações de bola, impediu o golo ribatejano em três claras oportunidades. Por norma sereno, compensou a lentidão de extremos e médios.

Kiwior: bem mais seguro do que na Supertaça, o central juntou-se a Bednarek para neutralizar Vivaldo e Figueiredo. O polaco acumulou dois cortes, cinco alívios, um remate bloqueado, quatro faltas cometidas, sete duelos ganhos – em 12 – dois remates e 58 passes em 63 tentados.

Froholdt: mais silencioso, o dinamarquês contribuiu para galvanizar o ataque, fletindo para o corredor direito. O médio conseguiu um corte, cinco recuperações de bola, um drible, um cruzamento e ganhou quatro duelos em seis.

Pepê: agitador a princípio e mais decisivo do que William Gomes, o extremo pecou na ajuda defensiva, abrindo espaço para os sprints de Chiquinho, que facilmente ultrapassava Alan Varela. A Pepê faltou marcar aos 69 minutos, completamente sozinho à esquerda.

Chiquinho: para lá de três remates, vários contra-ataques, seis faltas sofridas, três cortes, uma interceção, três cruzamentos – em 12 tentados – e 11 duelos ganhos em 18, o extremo formado no Sporting deixou claro quem é a estrela do Alverca. Nem sempre pragmático ou eficaz, Chiquinho carrega a chefia do ataque ribatejano, não se demitindo de tarefas defensivas. Neste domingo, sem Chiquinho, o Alverca teria sido eclipsado por completo. Resta saber se o extremo vai sair e se o Alverca vai encontrar um sucessor à altura.

Mateus e Nabil Touaizi: dois penáltis. Dois momentos sem discernimento e fatais. Um penálti a abrir e outro em contracorrente. Decisivos.

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