Filme “Pátria” de Bruno Gascon selecionado para o Lucca Film Festival em Itália - TVI

Filme “Pátria” de Bruno Gascon selecionado para o Lucca Film Festival em Itália

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 4 set 2023, 19:12
Cinema

A história de “Pátria” acompanha duas fases da mesma personagem, Mário (Tomás Alves), capataz numa carpintaria numa aldeia, de onde é expulso e enviado "para uma espécie de cidade", onde luta pela liberdade.

O filme “Pátria”, do realizador português Bruno Gascon, foi selecionado para a competição oficial do Lucca Film Festival, a decorrer em Itália de 23 de setembro a 1 de outubro, anunciou hoje a organização do certame.

“Pátria” competirá com produções como "The Cage Is Looking for a Bird", coprodução alemã da cineasta chechena Malika Musaeva, "The Feeling That the Time for Doing Something Has Passed", da norte-americana de Joanna Arnow, "Sasha", do realizador de origem russa Vladimir Beck, baseado em Berlim, e "Starring Jerry As Himself", do chinês Law Chen, residente nos EUA.

“L'incidente”, do italiano Giuseppe Garau, "Mami Wata", do nigeriano C.J. 'Fiery' Obasi, "Hounds", do marroquino Kamal Lazraq, "After", do francês Anthony Lapia, e "Ararat", do alemão Engin Kundag, são outras longas-metragens em competição, hoje anunciadas pela organização da 19.ª edição do Lucca Film Festival (LFF), dedicado ao cinema independente.

“Pátria”, que tem estreia marcada nas salas portuguesas de cinema para 19 de outubro, apresenta-se como uma “distopia realista” sobre um país em ditadura. É a terceira longa-metragem de Bruno Gascon e “aborda questões urgentes como a xenofobia e a liberdade de expressão, pretendendo despertar a consciência do público para estes temas”.

Quando da rodagem do filme, na primavera de 2021, na região de Barcelos, o realizador contou à agência Lusa que já tinha o projeto deste filme há algum tempo, mas que agora lhe pareceu "a altura certa para o fazer, tendo em conta todos os acontecimentos na Europa e no mundo fora, da evolução da extrema-direita".

A história de “Pátria” acompanha duas fases da mesma personagem, Mário (Tomás Alves), capataz numa carpintaria numa aldeia, de onde é expulso e enviado "para uma espécie de cidade", onde luta pela liberdade.

Sobre o filme, Bruno Gascon situa-o "em Portugal nos anos de 1980", mas numa realidade alternativa, repressiva e retrógrada. "É como se nos anos 1980 estivéssemos nos anos 1950 por causa desse regime".

Além de Tomás Alves, o filme conta com Rafael Morais, Michalina Olszanska, Matamba Joaquim, João Vicente, Iris Cayatte, Raimundo Cosme, entre outros.

“Pátria” é uma produção da Caracol Studios, com apoio da RTP, do Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema e do município de Barcelos.

Bruno Gascon é ainda autor das longas-metragens “Carga” (2018) e “Sombra” (2021), tendo em mãos os projetos das séries “Irreversível” e “O último lobo”, também com produção da Caracol Studios.

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