PJ tenta "perceber se há indícios de crime" no incêndio que deflagrou em projeto turístico em Grândola - TVI

PJ tenta "perceber se há indícios de crime" no incêndio que deflagrou em projeto turístico em Grândola

  • Agência Lusa
  • MSM
  • 5 mar, 12:09
Incêndio na Guarda (Miguel Pereira da Silva, Lusa)

Fogo destruiu três casas e provocou danos numa quarta

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A Polícia Judiciária (PJ) vai investigar eventuais indícios de crime no incêndio que deflagrou na madrugada desta terça-feira num empreendimento turístico na aldeia de Muda, no concelho de Grândola (Setúbal), que afetou quatro casas, sem causar vítimas.

Contactada pela agência Lusa, fonte da PJ indicou que foi chamada ao local para fazer uma avaliação do cenário do incêndio, que destruiu três casas e provocou danos numa quarta.

“Vamos fazer a avaliação do cenário para tentar perceber se há indícios de crime”, afirmou a mesma fonte.

O incêndio ocorreu no empreendimento Muda Reserve, que se encontra em construção junto da localidade de Muda, no concelho alentejano de Grândola, divulgou a empresa promotora, a Vanguard Properties.

Em comunicado enviado à Lusa, a empresa disse ter sido “surpreendida esta madrugada por um incêndio na obra em curso na Muda”, na União de Freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra.

A empresa alegou que existem “suspeitas” de que o fogo tenha tido “origem criminosa”.

“A Polícia Judiciária e a GNR estiveram no local e estão neste momento a investigar as suas causas”, estando a empresa “a prestar toda a colaboração às autoridades” policiais, explicou.

Segundo fonte do Comando Sub-Regional do Alentejo Litoral, o alerta para o incêndio foi dado aos bombeiros às 04:14, sendo que, às 07:08, o fogo já se encontrava em fase de rescaldo.

O empreendimento turístico Muda Reserve, que a Vanguard Properties está a construir, envolve um investimento de cerca de 200 milhões de euros.

O projeto prevê a construção de 175 moradias de diferentes tipologias, com áreas de serviço, comércio e desportivas, indicou à Lusa fonte da empresa.

A 1.ª pedra deste investimento foi lançada em 2017, numa cerimónia presidida pelo presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes.

A fonte da Vanguard Properties contactada esta terça pela Lusa indicou que a fase de construção das moradias arrancou em 2023, encontrando-se a decorrer.

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