A Comissão Europeia atribuiu esta quinta-feira mais 25,5 milhões de euros a cinco países e uma região de África para, nomeadamente, ajudar a enfrentar a crise alimentar e as consequências de conflitos e deslocações.

Os fundos adicionais serão utilizados, entre outras coisas, para reforçar esquemas de proteção social e setores-chave como a ajuda alimentar, nutrição, saneamento e higiene da água.

Nas zonas de conflito, as verbas destinam-se também a apoiar as populações recentemente deslocadas e as comunidades de acolhimento.

O Sudão é o principal beneficiário (dez milhões de euros), seguindo-se a República Centro-Africana (quatro milhões) e a Argélia, Camarões e Chade (dois milhões de euros cada).

A região da África Austral e Oceano Índico vai receber uma parcela de 5,5 milhões de euros.

O comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, salientou que a União Europeia (UE) “prossegue os seus esforços para enfrentar o impacto global da guerra da Rússia na Ucrânia, mas também as consequências dos conflitos localizados e das deslocações” em África.

“Em vários países africanos, milhões de pessoas enfrentam a insegurança alimentar e estão à beira da fome. Noutras partes do continente, os efeitos da crise alimentar são agravados pela deterioração da situação de segurança e pelo aumento da violência, levando a deslocações internas e à perda de meios de subsistência, por exemplo no Sudão”, acrescentou.

As verbas serão geridas pelas organizações parceiras da UE no terreno.

/ PF