Deschamps despede-se da seleção francesa: «Foi uma jornada maravilhosa»  - TVI

Deschamps despede-se da seleção francesa: «Foi uma jornada maravilhosa» 

Didier Deschamps pela França (FOTO: Derik Hamilton/AP)

Treinador, de 57 anos, esteve 14 anos no comando técnico da França e conquistou o Mundial 2018  

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Agora é oficial. A Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou em comunicado a saída de Didier Deschamps do comando técnico da seleção, algo que já era conhecido publicamente. 

«A FFF saúda e agradece ao selecionador nacional [Deschamps] pelo trabalho excecional realizado à frente da seleção desde 2012. Encerra um quarto de século dos Bleus e do futebol francês. Há trajetórias que marcam de forma duradora a história de uma instituição e de um país», lê-se na nota oficial. 

O antigo internacional gaulês levou os Bleus a três finais de grandes competições (Euro 2016, Mundial 2018 e 2022), tendo conquistado o Mundial 2018, na Rússia. 

«Além dos 185 jogos disputados, das 120 vitórias, Deschamps soube transmitir uma cultura de desempenho e responsabilidade que permanecerá como referência para as futuras gerações.» 

«A Federação saúda a sua disponibilidade e o seu compromisso. A sua marca permanecerá indelével, em Clairefontaine [centro de treinos da seleção] como no coração dos milhões de adeptos e voluntários que ele nunca esquecia. Obrigado, Didier», conclui a FFF. 

Na conferência de imprensa após a derrota ante a Inglaterra no jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar do Mundial 2026, o campeão do mundo de 1998 enquanto jogador, não escondeu a felicidade em ter orientado a seleção. 

«Em termos pessoais, foi uma jornada verdadeiramente maravilhosa a que vivi com este grupo. Estivemos juntos durante oito semanas, desde o início da preparação. Foi maravilhoso. A deceção está apenas no plano desportivo, mas tivemos a oportunidade de despertar emoções e milhões de franceses puderam vivê-las. É o Mundial e não há nada mais bonito do que isso», começou por dizer. 

Relativamente à partida, o técnico assumiu as culpas. «Tivemos duas oportunidades para fazer o 4-4. Tentámos e fizemos o que costumamos fazer. É culpa minha, não devo ter feito o que precisávamos na primeira parte.» 

«Nem tudo está perdido, pois temos uma equipa de qualidade e jovens jogadores que vão continuar a melhorar. Temos talento para continuar a conseguir bons resultados.» 

Didier encerra, assim, um ciclo de 14 anos à frente da França.

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