Villas-Boas aponta ao «maior mercado do FC Porto», fasquia está nos 63 milhões - TVI

Villas-Boas aponta ao «maior mercado do FC Porto», fasquia está nos 63 milhões

Gabri Veiga oficializado no FC Porto (FOTO: Site FC Porto)

Maior investimento de sempre da SAD portista foi feito com Sérgio Conceição no banco, no verão de 2019

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Durante a apresentação de Francesco Farioli como novo treinador da equipa principal, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, prometeu investir em força no reforço do plantel. «Poderemos estar perante o maior mercado de sempre da história do FC Porto», chegou mesmo a afirmar. Em concreto, estamos a falar de que ordem de grandeza de investimento?

De acordo com dados disponibilizados pelo site especialista em assuntos de mercado, Transfermarkt, a janela mais dispendiosa da história da SAD portista aconteceu no verão de 2019/2020, ainda no consulado de Sérgio Conceição, com um total de 63,25 milhões de euros investidos em novas contratações.

Nessa ocasião, chegaram ao Dragão Agustín Marchesín (7,7 milhões de euros), Matheus Uribe (9,5 milhões de euros) ou Luis Díaz (7,2 milhões de euros), mas os reforços mais caros acabaram por ser Shoya Nakajima (12 milhões de euros) e Zé Luís (10,75 milhões de euros). Para além destes, foram ainda contratados Mamadou Loum (7,5 milhões de euros), Iván Marcano (3 milhões de euros) e Renzo Saravia (5,5 milhões de euros).

No top 5 de investimentos portistas no mercado, há mais duas entradas com Sérgio Conceição no comando técnico, nos verões de 2022 (51,9 milhões de euros) e de 2023 (46,2 milhões de euros).

Pelo meio surge a época 2014/2015, com Julen Lopetegui como treinador, num ano marcado por uma reformulação profunda do plantel, que teve em Vincent Aboubakar (12,3 milhões de euros) e Adrián López (11 milhões de euros) os investimentos mais avultados.

A quinta maior fatura numa janela de mercado dos dragões surgiu em 2011, quando Vítor Pereira viu a equipa ser reforçada com figuras como Danilo (13 milhões de euros), Alex Sandro (9,6 milhões de euros) ou Eliaquim Mangala (6,75 milhões de euros), entre outros.

Sendo que, este verão, o FC Porto já investiu um total de 28 milhões de euros (13 milhões em Nehuén Pérez e 15 milhões em Gabri Veiga, que apesar de ter chegado ao Dragão antes da abertura oficial do mercado (1 de julho) foi contratado já após o término do campeonato, o que o torna, na prática, num “reforço de verão”), sobram pouco mais de 35 milhões para bater o atual recorde do clube em contratações.

Isto depois de os dragões terem gastado mais de 43 milhões de euros em reforços, na época passada, o sétimo valor mais elevado de sempre da SAD portista. Quase metade dele foi investido na aquisição do passe de Samu (20 milhões de euros).

Investir com que retorno?

O forte investimento prometido por André Villas-Boas tem como propósito «atingir o sucesso», tal como o presidente do FC Porto o referiu na apresentação do novo treinador.

Ainda assim, os cinco maiores investimentos da história do clube garantiram apenas dois títulos de campeão nacional, em 2019/2020, época em que também venceu a Taça de Portugal, e em 2011/2012, com a Supertaça como troféu complementar.

Em 2022/2023, os dragões foram segundos na Liga, mas venceram as restantes competições internas (Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça), e na época seguinte ganharam a Taça de Portugal, depois de terem terminado o campeonato no terceiro posto.

A única temporada sem qualquer troféu conquistado, de entre as cinco com gastos mais avultados, foi a de 2014/2015, com Lopetegui como treinador.

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