Sem que nada o fizesse prever, Pedro Passos Coelho entrou este sábado na campanha autárquica da AD - Coligação PSD/CDS.
O antigo primeiro-ministro passou o dia no concelho do Seixal. Visitou a zona ribeirinha da Amora, falou com alguns munícipes e acabou por almoçar na zona, sempre lado a lado com o candidato social-democrata Bruno Vasconcelos.
O convite para a visita do ex-primeiro-ministro partiu da equipa do candidato da AD. "Convidámos Pedro Passos Coelho por reconhecermos nele uma coragem ímpar e uma autoridade política sem paralelo", destaca Bruno Vasconcelos à CNN Portugal.
"Tanto como primeiro-ministro como na qualidade de presidente do PSD olhou os problemas de frente e tomou decisões muito difíceis, em tempos muito exigentes, sem medo de poderes instalados, de corporações ou da opinião publicada", diz, considerando ainda que Portugal "deve muito" a Pedro Passos Coelho.
O Seixal é um dos últimos bastiões comunistas. Em 2025, completam-se os 49 anos de governação contínua da CDU no munícipio, ou seja, desde as primeiras eleições autárquicas após o 25 de Abril, realizadas em 1976.
É esta tendência com quase meio século que a AD quer contrariar. O candidato entende que "o Seixal continua muito aquém do seu enorme potencial" e que não está a ser capaz de superar "os problemas crónicos de mobilidade, habitação, saúde ou segurança".
Bruno Vasconcelos critica ainda a CDU que tem vindo a usar o concelho como uma mera "arma de arremesso comunista contra os sucessivos governos da República".
Quanto à visita de Pedro Passos Coelho, o candidato da AD garante: "Foi uma honra tê-lo a apoiar a nossa candidatura".