Governo só corta 3,5 cêntimos no preço do gasóleo. Aumento final será de quase 20 cêntimos - TVI

Governo só corta 3,5 cêntimos no preço do gasóleo. Aumento final será de quase 20 cêntimos

  • CNN Portugal
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  • 6 mar, 12:44
Combustíveis (Getty Images)

Já a gasolina vai aumentar 7,4 cêntimos por litro e não terá nenhum desconto

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O governo só vai cortar 3,55 cêntimos à subida do preço do gasóleo. Em comunicado, o Ministério das Finanças escreve que "dando cumprimento ao apoio anunciado pelo Executivo esta semana, aplicar-se-á um desconto extraordinário e temporário do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) sobre gasóleo rodoviário no valor de 3,55 cêntimos por litro, devolvendo aos contribuintes a receita adicional do IVA correspondente ao aumento esperado do preço".

Ou seja, o gasóleo vai subir 23,4 cêntimos por litro e o governo devolve 3,55. No final, o gasóleo sobe 19,85 cêntimos.

Já a gasolina vai aumentar 7,4 cêntimos por litro e não terá nenhum desconto, já que fica abaixo do limite de 10 cêntimos introduzido pelo próprio primeiro-ministro.

De recordar que Luís Montenegro anunciou esta semana que o Governo vai avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verifique um aumento de 10 cêntimos face ao valor desta semana.

"Dentro desta orientação que foi dada a vários membros do Governo para não desvalorizarem os efeitos que este conflito possa ter na nossa dinâmica económica, nós estamos em condições de dizer que um desses efeitos pode vir a ser o aumento do preço dos combustíveis e, caso se verifique uma subida de preço da gasolina e do gasóleo superiores a 10 cêntimos face ao valor desta semana, o Governo vai introduzir um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar o adicional da receita do IVA, devolvendo todo esse adicional às portuguesas e aos portugueses e às empresas", afirmou Luís Montenegro no Parlamento.

Governo admite mais medidas

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o Governo continuará a acompanhar a evolução do preço dos combustíveis “nas próximas semanas”, sem excluir mais medidas a nível nacional e até ibérico.

Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola, ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que decorreu em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática.

No final, foi questionado sobre a previsível subida, na próxima semana, do preço do gasóleo rodoviário 23,4 cêntimos por litro e da gasolina sem chumbo em 7,4 cêntimos por litro como consequência da nova guerra no Médio Oriente.

O primeiro-ministro recordou que já tinha anunciado que o Governo tomaria medidas se esse aumento fosse superior a dez cêntimos, pelo que já hoje foi anunciado pelo Ministério das Finanças que o Governo decidiu avançar com uma "redução temporária e extraordinária" de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.

“Continuaremos nas próximas semanas atentos a este efeito com medidas de nível nacional ,e eventualmente de cooperação com países amigo, e a Espanha é o principal”, disse”.

Este aumento, que é o maior de sempre de uma semana para a outra, acontece depois de Estados Unidos e Israel terem lançado um ataque contra o Irão durante o fim de semana, levando a uma retaliação que está a deixar muitos dos maiores produtores de petróleo em suspenso. É o caso das petrolíferas que operam em países como Arábia Saudita, Iraque ou Catar, muitas delas alvos de ataques iranianos.

Em paralelo, o Irão anunciou o encerramento do Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de petroleiros pela zona, que é responsável por cerca de um quinto de toda a produção mundial de petróleo.

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