Judoca Jorge Fonseca reage após ver nome envolvido no caso do dealer dos famosos. "Nem chegou a existir qualquer compra ou consumo" - TVI

Judoca Jorge Fonseca reage após ver nome envolvido no caso do dealer dos famosos. "Nem chegou a existir qualquer compra ou consumo"

Jorge Fonseca (ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images)

Entre os consumidores identificados pelas autoridades e que compravam estupefacientes ao "batizado" pelas autoridades como "Uber da Droga" encontravam-se médicos, atores, antigos concorrentes de programas de televisão e até um atleta olímpico medalhado

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O atleta olímpico, Jorge Fonseca, de 33 anos, foi o primeiro a reagir à notícia do “Uber da Droga”, uma rede de tráfico de droga que tinha uma lista de compradores mediáticos. Vencedor da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, o atleta garantiu, através das redes sociais, que nunca consumiu ou comprou produtos estupefacientes a Nuno Ricardo, principal arguido do caso.

“Quero esclarecer, de forma inequívoca, que nunca fui arguido nem suspeito neste caso”, começou por escrever num longo comunicado, onde o judoca explica porque razão o seu nome foi envolvido no processo. “O que esteve em causa não foi qualquer consumo ou atividade criminosa, porque nunca consumi substâncias psicotrópicas, nem chegou a existir qualquer compra ou consumo”, aponta.

Jorge Fonseca é apenas um de uma lista da qual fazem parte médicos, atores e ex-concorrentes de programas de televisão. Segundo o processo, a PSP intercetou uma chamada entre o atleta e o sócio de Nuno Ricardo. “Recordo que como atleta profissional sou há muitos anos submetido, pelas entidades nacionais e internacionais, a controlos antidoping muito regulares, quer durante o período de treinos e competições, quer durante as férias”, esclareceu, pedindo em seguida desculpas à família e ao clube que representa.

Em causa está a condenação de Nuno Ricardo dos Santos, de 43 anos, que utilizava uma vasta rede de contactos para distribuir estupefacientes a clientes, muitos deles mediáticos, nas zonas nobres da cidade de Lisboa.

Como a CNN Portugal noticiou, de acordo com o acórdão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, o homem “batizado” pelas autoridades como “Uber da Droga” comunicava com os potenciais clientes através de expressões codificadas como “bitolas”, “2G’s”, “keta” ou “clássico” para encomendar droga. "[O suspeito] Passou a adquirir estupefacientes inicialmente para consumo próprio e, mais tarde, para ceder e depois para vender a terceiros [...] passando a beneficiar de um estatuto privilegiado junto de pares e amigos, alguns figuras mediáticas,” explica o acórdão.

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