Marcelo promulga diploma do Governo sobre a reprivatização da TAP - TVI

Marcelo promulga diploma do Governo sobre a reprivatização da TAP

  • 7 ago 2025, 20:00
Avião da TAP no aeroporto de Lisboa (Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images)

Presidente da República já tinha dado sinais de que aprovaria o diploma

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma do Governo sobre a reprivatização da TAP. A informação foi comunicada através de uma nota no site oficial da Presidência da República.

“Na sequência dos esclarecimentos governamentais, o Presidente da República promulgou o diploma que aprova o processo de reprivatização do capital social da TAP - Transportes Aéreos Portugueses, S.A.”, pode ler-se na nota.

O Governo anunciou, a 10 de julho, a reprivatização da TAP, com o seguinte modelo: 44,9% para um privado e 5% para os trabalhadores.

No dia seguinte, o Presidente da República afirmou que foi previamente informado pelo primeiro-ministro do processo de privatização, considerando na altura que a posição do Estado na empresa estava salvaguardada, assim como a dos trabalhadores.

A 12 de julho, Marcelo afirmava que não via razões para "não deixar passar" este negócio. “Não há nenhuma razão para, sendo importante para o país, não deixar passar”, dizia.

O executivo espera ter as quatro etapas do processo de reprivatização da TAP concluídas no prazo de um ano, embora o calendário esteja dependente de aprovações regulatórias.

Depois da promulgação do decreto-lei por Marcelo Rebelo de Sousa, irá seguir-se a fase de pré-qualificação dos interessados durante 60 dias.

Em outubro de 2023, o Presidente da República tinha vetado o documento elaborado pelo Governo de António Costa para arrancar com a privatização da TAP.

Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu devolver o diploma por considerar que “suscitava múltiplas dúvidas e reticências à luz da desejada máxima transparência do processo”.

A operação será realizada através do modelo de venda direta, estando reservado até 5% para os trabalhadores, como prevê a lei das privatizações. O comprador terá preferência pela percentagem que não for subscrita pelos trabalhadores.

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